Cidades
Garagistas viram réus por série de golpes em negociações em Rio Preto
Investigações apontam prejuízo milionário, uso de documentos falsos e mais de 130 vítimas lesadas em negociações
A Justiça tornou réus o proprietário e o gerente de uma garagem de veículos da Vila Antonieta, em Rio Preto, acusados de aplicar uma sequência de fraudes em negociações automotivas. O caso envolve 29 ocorrências de estelionato e um prejuízo estimado em cerca de R$ 2 milhões.
Segundo a Polícia Civil, o empresário Rodrigo Junior Veronezi e o gerente Emmanuel Benetiz já são investigados em ao menos dez inquéritos distintos que apuram práticas semelhantes. Rodrigo foi detido no dia 23 de março, em Goiânia (GO). Já Emmanuel, após se apresentar às autoridades e cumprir medidas cautelares, acabou preso em Rio Preto no dia 17 de abril, por determinação judicial.
As investigações indicam que o esquema consistia em negociar veículos sem autorização dos proprietários. O dono da empresa realizava financiamentos irregulares e utilizava assinaturas falsificadas em cartórios para concluir transferências. Após a venda, os valores não eram repassados aos donos legítimos.
O gerente, de acordo com a polícia, atuava diretamente na atração de clientes, principalmente pela internet, oferecendo a consignação dos veículos e participando de encontros presenciais para dar aparência de legalidade às transações.
Enquanto isso, compradores enfrentavam entraves para transferir a titularidade dos automóveis, já que os antigos proprietários não recebiam os pagamentos prometidos.
Parte significativa dos casos, 22 ao todo, envolve fraudes praticadas no ambiente digital, com uso de tecnologia para enganar vítimas e obter vantagens financeiras.
O caso é investigado pelo delegado Jonathan Marcondes e as apurações seguem em andamento para verificar a possível participação de outras pessoas. Um dos inquéritos foi encaminhado à Polícia Federal para avaliar eventual impacto no sistema financeiro.
Pelo menos 134 vítimas procuraram a delegacia após encontrarem a garagem desativada e sem qualquer responsável. Além dos estelionatos, os investigados podem responder por falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, que deu início à ação penal contra os dois acusados.
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