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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 20 de fevereiro

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Ele foi

O ex-prefeito Edinho Araújo anunciou a desfiliação do MDB, após mais de 30 anos na mesma legenda. O partido perdeu um dos grandes nomes da política, mas a política não perdeu o homem com mais de 50 anos de vida pública. A saída de Edinho é apenas mais uma estratégia para continuar no cenário político e, se possível, em evidência e ainda com mandato. A mudança é apenas uma questão de matemática para o ex-prefeito.

Ele volta

Especulações sobre a próxima parada de Edinho não faltam. Enquanto alguns dizem que ele está bem próximo da cúpula municipal do União Brasil, outros dão como certo que Edinho deve desembarcar no PRD, de Ulisses Ramalho. O ex-secretário de Serviços Gerais, inclusive, já disse que quer o ex-prefeito como filiado e que o Edinho na legenda seria “como uma luva” para os planos dele nas próximas eleições.

Viáveis

União Brasil e PRD são partidos viáveis para os planos de Edinho como candidato. Seja como deputado federal ou estadual. Como federal, se considerar o atual cenário, ambos os partidos têm chances de garantir um mandato para o ex-prefeito em outubro. Como estadual, é melhor Edinho pensar um pouco mais no destino. O PRD já admitiu que mantém conversas com diversos nomes para o cargo de deputado estadual.

Possíveis aquisições

Entre os nomes listados por Ulisses Ramalho, encontra-se Helena Reis. Atualmente filiada ao Republicanos, a secretária estadual de Esportes visa tentar uma vaga na Alesp em outubro e, para isso, deverá deixar a legenda de Diego Polachini. Helena também fala com o PSD, mas ainda não tem destino certo. Ela só não pode demorar muito para se decidir, sob risco de ficar de fora da próxima disputa, apesar de ter votos.

Prazos

O importante é que todos os partidos estejam com as chapas prontas até o início de maio, quando fecha o cadastro eleitoral e acaba o período de filiações tanto para aqueles que têm mandato quanto para quem não tem. Neste período, são esperadas algumas mudanças também na região. Carlão Pignatari, que chegou a dizer que ia para o Progressistas, agora deve desembarcar no PSD, selando o divórcio com o PSDB.

Teve mais

Ulisses Ramalho não quis falar muito do atual governo. Ele falou que o único vereador do partido, Bruno Marinho (PRD), tem mantido o diálogo com o Executivo e mantém posição de centro-direita. No entanto, nem tudo são flores para o ex-secretário. Ulisses criticou o clima de tensão política instalada na cidade e gargalhou ao ser questionado se voltaria à Secretaria de Serviços Gerais, evitando dar uma resposta definitiva.

Correram

Os vereadores da base aliada abandonaram o plenário para não votar os requerimentos de convocação de secretários de governo. A sessão, que deveria começar às 9h, começou de verdade por volta de 9h30. Vereadores usaram a tribuna e, depois de votar alguns poucos documentos, simplesmente deixaram a Câmara por volta de 11h50, faltando dez minutos para o término regimental da sessão.

Blindagem

A debandada dos vereadores se deu logo no momento em que João Paulo Rillo (PT) falou que queria apresentar um requerimento verbal de convocação do secretário de Desenvolvimento Econômico, Mário Welber. Depois, Renato Pupo (Avante) disse que também queria pedir a convocação do secretário de Cultura, Robson Vicente. Ambos deveriam falar sobre o Carnaval, mas os requerimentos nem foram apresentados.

Críticas

A primeira crítica à falta de quórum partiu de Jonathan Santos (Republicanos), ainda antes do início da sessão. O vereador usou o microfone para falar que “os vereadores ganham bem para trabalhar”. Durante a chamada, foi verificado que não havia quórum para o início da sessão e o presidente da Câmara, Luciano Julião (PL), precisou suspender os trabalhos por dois minutos até que mais vereadores chegassem ao plenário.

Engrossou o caldo

Já durante os trabalhos, sobraram críticas aos vereadores preguiçosos e ao Regimento Interno da Casa. Isso porque, pelas atuais regras, não há desconto no salário daqueles que não participam da primeira parte da sessão. Quem diria que esta Câmara, em sua maioria, é a mesma que um dia já aprovou uma regra que impedia o vereador sair do plenário até para usar o banheiro? Afrouxaram demais e ninguém quer mais acordar cedo.

Quer, mas não quer

Durante a sessão, Abner Tofanelli (PSB) leu um ofício do secretário de Cultura dizendo que vai comparecer na Câmara para falar sobre o Carnaval. Robson Vicente disse, no documento, que vai falar com a Comissão de Cultura. No entanto, Rillo reagiu da pior forma possível para o governo. O petista lembrou que a convocação foi feita em conjunto e que o secretário tem que ir dar explicações e não só para a Comissão de Cultura.

Foi além

Rillo ainda lembrou da convocação ao chefe de gabinete, Rodrigo Carmona. Ambos foram convocados para dar explicações sobre o gasto de mais de R$ 6 milhões com a festa sertaneja. A conversa com Robson Vicente só não pode demorar muito. O secretário vai entrar de férias na próxima segunda-feira (23) e só volta no dia 14 de março. Até lá, a pasta vai ficar sob o comando de Érick Soares, o número dois da Cultura.

Carnaval conservador

Durante a festa no recinto, a cantora Simone Mendes fez questão de agradecer ao prefeito Fábio Candido (PL). “Deixa eu mandar um beijo muito especial para o prefeito Coronel Fábio Candido. Coronel, você é diferente. Coisa linda esse cara fazer um Carnaval lindo desse para vocês, viu?”. Por outro lado, dizem que a apresentação de uma drag queen foi barrada pela organização do evento. As críticas correm aos montes pelos bastidores.

Eles não querem

Os vereadores não assinaram o pedido de urgência para a votação do projeto de lei de Rillo que pretende derrubar a atual planta genérica. De um total de sete vereadores que subscreveram a proposta, apenas cinco assinaram o pedido de votação em regime de urgência, mas eram necessárias oito assinaturas. Ao que parece, apesar das críticas, a atual planta genérica vai ficar e com a anuência dos vereadores.

Símbolo  

Um pin broche usado por Rillo durante a sessão desta quinta-feira (19) chamou a atenção dos mais atentos. O pequeno acessório é uma suástica nazista, com um risco vermelho em cima. Basicamente, o vereador quis passar a mensagem de que nazismo é proibido, mas viram como uma forma de promoção ao regime. A controvérsia ganhou as redes sociais logo que identificaram o símbolo.

Apologia

O uso de símbolos nazistas é ilegal, de acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), se enquadrando em crime de racismo e inafiançável. Ainda de acordo com algumas interpretações que correram pelas redes, colocar um risco vermelho sobre a suástica pode ser entendido como uma forma de “burlar a lei”. Agora, por ironia do destino, o único vereador assumidamente de esquerda acabou acusado de apologia ao nazismo.

Não, obrigado

O rio-pretense Roberto Perosa teria sido cotado para substituir Carlos Fávero no Ministério da Agricultura. O atual presidente da Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carnes (Abriec), que já foi secretário na pasta e é ligado ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), teria dito que não pretende ficar no lugar de Fávero, que irá se ausentar para disputar o cargo de Senador pelo estado de Mato Grosso do Sul.

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