Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 8 de agosto
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
Renunciou
O vereador Francisco Júnior (União Brasil) renunciou ao cargo de membro do Conselho de Ética da Câmara. No lugar, ele indicou o colega de partido, Professor Tadeu. Não consta justificativas para a renúncia. Júnior apenas se pronuncia na indicação do substituto, dizendo que “se dá em razão do compromisso, da conduta ética e da experiência do vereador”. Lembrando que é o primeiro mandato de Professor Tadeu.
Missão
Nem bem chegou no colegiado, Professor Tadeu já tentou abraçar uma missão. Durante a sessão da última terça-feira (5), a primeira depois do recesso de meio de ano, o recém-chegado vereador Fabiano de Jesus (PSOL), usou a tribuna para fazer algumas denúncias, mas deixou só o cheirinho da treta no ar. Professor Tadeu não se aguentou e pediu para que o psolista procurasse o Conselho de Ética para apresentar os documentos.

À vista
Segundo Fabiano de Jesus, um dos 23 vereadores teria comprado uma casa e pagado o imóvel à vista. O psolista não falou em valores ou localização da tal casa, mas deu dicas sobre o tal vereador que deixaram muita gente com a pulga atrás da orelha. Diz Fabiano que o tal vereador seria ligado a um projeto social que tem convênio com a Prefeitura de Rio Preto e que o dinheiro da compra do imóvel seria fruto de desvios de verbas.
Foi um pouco além
Ainda de acordo com Fabiano de Jesus, o tal projeto social receberia verba da Educação e da Assistência Social, além de esclarecer que o caso já está no Ministério Público (MP) para investigação. O psolista também deixou no ar a pista de que o vereador que comprou o imóvel à vista é fundador do projeto social, mas não é diretor. Isso porque o trabalho de coordenador garantiria uma remuneração a mais, segundo Fabiano de Jesus.
Acumulado
A primeira sessão depois do recesso durou mais de sete horas e teve discussões e momentos tediosos. Um deles foi durante a votação do pedido de destituição da Mesa Diretora, apresentado por Fabiano de Jesus. Antes do início da votação, o presidente Luciano Julião (PL), acusado de manter uma funcionária fantasma no gabinete, precisou se retirar. O psolista, então, em uma leitura sofrível, leu a documentação da denúncia.
Salvaram-se todos
Após a longa leitura de Fabiano, a votação foi realizada. Por ser autor do pedido, o psolista não votou. Foram a favor da proposta somente os vereadores Renato Pupo (Avante) e Alexandre Montenegro (PL). O momento, apesar de ter sido tedioso, demonstrou claramente que Fabiano não é igual ao articulado colega de partido, João Paulo Rillo. Porém, no conjunto da sessão, o suplente mostrou que não está para brincadeira.
Fortes emoções
Julião não escondeu que estava um tanto aliviado ao voltar para a cadeira do presidente, mas deixou transparecer o nervosismo do momento de tensão que tinha acabado de viver. Depois de se atrapalhar na ordem das palavras, o presidente acertou e declarou: “Prefiro sofrer uma injustiça do que causar uma”. Julião defende que não manteve funcionária fantasma, mas afirma que só vai se pronunciar no fim das apurações.
Muito serviço
Os membros do Conselho de Ética estão atarefados. Além da já condenação a censura escrita para Montenegro, ainda está em tramitação a história da suposta funcionária fantasma de Julião e as denúncia de quebra de decoro parlamentar por falas supostamente sexistas de Bruno Moura (PRD). Como se não bastasse, Montenegro voltou para o Conselho de Ética, desta vez, por denúncia do vice-prefeito Fábio Marcondes (PL).
Câncer
Marcondes acusa Montenegro de quebra de decoro parlamentar por uma postagem nas redes sociais em que o vereador escreveu “O movimento! Aguarde… #ForaMarcondes É hora de tirar um câncer de Rio Preto”. A palavra “câncer” seria o alvo da denúncia. No documento entregue ao presidente do colegiado, Anderson Branco (Novo), Marcondes pede a cassação ou suspensão do mandato de Montenegro. E deve conseguir.
Recurso
O Conselho de Ética recusou o recurso apresentado por Montenegro contra a condenação a censura escrita, no caso da denúncia da secretária de Educação, Renata Azevedo. Segundo Branco, conforme o Regimento Interno, não cabe recurso ao colegiado. O recurso foi então encaminhado à Comissão Permanente de Justiça e Redação, cujo presidente é Bruno Marinho (PRD). Cabe ao vereador agora definir o futuro do pedido.
Contra-ataque
A denúncia de Marcondes contra Montenegro chegou depois que o vereador anunciou o pedido de impeachment contra o vice-prefeito e foi vista por muitos como uma ação de vingança daquele que também é presidente do PL na cidade. Se foi ou não uma reação ao pedido de apuração do vereador, fato é que a comissão processante não foi instaurada. Pupo, Fabiano de Jesus e Jean Dornelas (MDB) foram os únicos a favor do impeachment.
Estreia
A última sessão foi a estreia de Fabiano de Jesus como vereador. Ele, que tomou posse no último dia 1º, participou pela primeira vez “do outro lado”. A beca escolhida foi um terno preto e uma gravata vermelha. Até o elástico do cabelo era vermelho. Ao ver a escolha do esquerdista, Felipe Alcalá (PL) voltou para o gabinete e trocou a gravata. Para contrastar com o vermelho vibrante de Fabiano, Alcalá escolheu um acessório amarelo brilhante.
Desemprego
Paulo Pauléra (Progressistas) segue como cotadíssimo para ser secretário e os rumores não param. Na semana passada, o nome dele estava em primeiro lugar nos bolões para assumir a Secretaria de Serviços Gerais. Nesta semana, dizem que ele deve ir para a Secretaria de Governo. No suposto troca-troca, Dr. Tedeschi (PL) voltaria para a Câmara e Dinho Alahmar (PL) seria carta fora do baralho no governo. Aguardemos.
Mudança de estratégia
O vereador Júlio Donizete (PSD) retirou o Projeto de Lei que pretendia obrigar parlamentares a realizar exame toxicológico. No entanto, ele não desistiu da ideia. Logo na sequência, apresentou um Projeto de Resolução do mesmo teor. Pupo, que tinha protocolado emenda para estender a obrigação para prefeito, vice e secretários aproveitou o texto e apresentou um Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município.
Na Andaló
Bolsonaristas de toda a região se uniram em um ato realizado na Avenida Alberto Andaló, no cruzamento com a Avenida Governador Adhemar de Barros, no último domingo (3). Eles pediam anistia aos acusados no atentado de 8 de janeiro, em Brasília (DF), e o declaravam apoio do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O que não faltou foi o trio elétrico carregado de políticos.
Carga pesada
No alto do caminhão e com direito a uso do microfone estava os vereadores Alcalá e Julião, o vice-prefeito Marcondes e o secretário de Governo, Eduardo Tedeschi. Todos filiados ao PL. De fora do ninho estavam Bruno Moura e Júlio Donizete. O prefeito Fábio Candido (PL) também se manifestou, mas do alto de um trio elétrico lá na Avenida Paulista. “O Brasil vive dias sombrios”, postou Fábio Candido nas redes sociais.

Agito gringo
O jornalista José Norberto Flesch, que se classifica nas redes sociais como o “jornalista, mas o povo identifica como o cara que anuncia shows”, afirmou que o prefeito Fábio Candido disse, em reunião, que a cidade está se preparando para receber um grande show internacional no primeiro semestre de 2026. A postagem dele na rede social X, antigo Twitter, já tem mais de 107 mil visualizações.
-
Cidades2 diasQuem era Débora, a adolescente que morreu atropelada em Rio Preto
-
Cidades2 diasOssada achada na região pertence a mulher desaparecida desde dezembro
-
Cidades2 diasJovem aprendiz de 15 anos morre ao tentar atravessar rodovia em Rio Preto
-
Cidades2 diasJovem de 19 anos é preso com carro furtado e placa adulterada em Rio Preto
