Cidades
Deic de Rio Preto desarticula esquema milionário de fraude bancária
Grupo liderado por ex-gerentes usava empresas fantasmas para obter créditos fraudulentos; três pessoas foram presas
A Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5, com atuação da 3ª Equipe da 1ª Delegacia de Investigações Gerais e apoio do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), deflagrou na manhã desta segunda-feira (23/3) a Operação “Espelho Quebrado”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por um sofisticado esquema de fraude bancária milionária em Rio Preto e Nova Granada, na região. Três pessoas foram presas.
Em Rio Preto, mandados de busca foram cumpridos em um condomínio de alto padrão, onde veículos foram apreendidos. Outros mandados também foram cumpridos em Nova Granada.
As investigações apontaram que o grupo era liderado por ex-gerentes de uma instituição financeira tradicional, que utilizavam suas funções para viabilizar e acobertar fraudes estruturadas por meio da criação de empresas fantasmas. A partir dessas empresas, eram abertas contas bancárias destinadas à emissão de duplicatas simuladas e à obtenção de créditos fraudulentos, gerando lucros ilícitos elevados.
Segundo a apuração da Polícia Civil, o esquema se mantinha ativo devido ao controle interno exercido pelos próprios gerentes envolvidos, o que garantia aparência de legalidade às operações. Após auditoria da instituição identificar irregularidades, os investigados deixaram seus cargos e passaram a investir os valores obtidos ilegalmente em negócios próprios, com o objetivo de disfarçar a evolução patrimonial incompatível com as rendas declaradas.
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados judiciais, sendo três de prisão temporária. As equipes também apreenderam diversos veículos, relógios de alto valor, quantias em dinheiro e armamento de grosso calibre, incluindo um fuzil T4 e uma pistola calibre 9mm.
De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo causado pela organização já ultrapassa R$ 3 milhões, podendo ser ainda maior conforme o avanço das investigações.
As diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar ativos, reforçando o compromisso da corporação no combate às organizações criminosas e à criminalidade econômica.

(Polícia Civil)
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