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Dono de garagem e gerente são indiciados por golpes em Rio Preto

Polícia Civil aponta esquema com dezenas de vítimas e prejuízo superior a R$ 2 milhões

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A Polícia Civil de Rio Preto concluiu o inquérito que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo a venda e consignação de veículos e indiciou o empresário Rodrigo Júnior Veronezi e o gerente Emmanuel Alberto Benitez Saucedo por crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

De acordo com a investigação, ao menos 37 pessoas foram diretamente prejudicadas, entre proprietários de veículos e compradores. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 2 milhões, mas o número total de afetados pode chegar a cerca de 100, considerando impactos indiretos.

A investigação do delegado Jonathan Marcondes Stopa indica que o empresário teria estruturado um modelo de negócios baseado na captação de veículos em consignação. Aos proprietários, era prometida a venda rápida e o repasse do valor negociado, o que, segundo a polícia, não ocorria na maioria dos casos. Após a formalização dos contratos, os veículos eram negociados com terceiros, inclusive por meio de financiamentos, sem o conhecimento ou autorização dos donos. Em diversas situações, os valores obtidos não eram repassados aos proprietários.

Os automóveis envolvidos nas negociações incluem desde modelos populares até veículos de maior valor de mercado, com preços variando entre R$ 36 mil e R$ 129 mil.

A Polícia Civil também identificou indícios de atuação organizada, com busca ativa por vítimas em plataformas digitais, tanto para atrair vendedores quanto compradores. As negociações, segundo a investigação, eram conduzidas de forma centralizada, com participação direta dos dois indiciados.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao empresário, resultando na coleta de equipamentos eletrônicos e outros materiais que ainda serão analisados pela perícia.

Após ser considerado foragido, Rodrigo foi localizado no estado de Goiás e teve a prisão preventiva decretada. Ele permanece detido e deve ser transferido para São Paulo. Já Emmanuel responde ao processo em liberdade, com medidas cautelares impostas pela Justiça, como restrições de deslocamento e comparecimento obrigatório aos atos processuais.

Um segundo inquérito foi instaurado para aprofundar a análise financeira dos investigados, incluindo pedidos de quebra de sigilo bancário e bloqueio de bens. O objetivo é rastrear a movimentação de recursos e verificar possíveis tentativas de ocultação patrimonial, além de garantir eventual ressarcimento às vítimas.

O caso será encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar as acusações e decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.

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