Economia
Preço do café mantém queda e carnes do “dia a dia” ficam mais baratas
Índice dos supermercados registra redução no café, cortes bovinos e produtos de limpeza
O preço do café voltou a cair em abril e reforçou a trajetória de redução observada desde o segundo semestre de 2025. É o que aponta o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).
Segundo o levantamento, o café registrou queda de 4,41% no mês de abril. No acumulado dos últimos 12 meses, a redução chega a 5,13%.
De acordo com o diretor da APAS em Rio Preto, Carlos Eduardo Malaguti, a expectativa de safra recorde no Brasil para o ciclo 2026/27 tem influenciado diretamente o comportamento dos preços.
“A perspectiva de recuperação da oferta global e a expectativa de uma safra recorde no Brasil para o ciclo 2026/27 influenciaram as reduções nos preços do produto, que deve continuar em queda nos próximos meses”, afirmou.
Ainda segundo Malaguti, a tendência pode ajudar a aliviar o impacto da inflação sobre o orçamento das famílias.
“A continuidade dessa tendência pode contribuir para suavizar o impacto da inflação no carrinho de compras, especialmente em produtos amplamente consumidos pelos brasileiros”, destacou.
Carnes bovinas registram redução
O levantamento também identificou queda em cortes bovinos considerados mais consumidos no dia a dia do brasileiro. O coxão mole apresentou redução de 3,80% em abril, enquanto o lagarto ficou 2,80% mais barato no período.
Outros cortes também registraram recuo nos preços, como a alcatra, com queda de 2,26%, e o contrafilé, que teve redução de 1,97%.
Além das carnes, o IPS/FIPE apontou redução nos preços das bebidas não alcoólicas, que caíram 0,63%, e dos produtos de limpeza, com retração de 0,58%.
Tendência pode aliviar inflação nos supermercados
O Índice de Preços dos Supermercados acompanha mensalmente a variação de preços de produtos consumidos pelas famílias paulistas e é utilizado pelo setor para monitorar o comportamento do consumo e da inflação no varejo alimentar.
A queda em itens de grande consumo, como café e carnes bovinas, ocorre em um momento em que consumidores ainda enfrentam pressão nos preços de alimentos básicos. Para o setor supermercadista, a tendência de desaceleração pode favorecer recuperação gradual do poder de compra da população ao longo do segundo semestre.
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