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Rio Preto soma 9,6 mil apartamentos vendidos e R$ 1,3 bilhão em negócios

Alta nas vendas de imóveis, valorização dos aluguéis e demanda aquecida reforçam Rio Preto como um dos mercados imobiliários mais fortes do interior paulista

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São José do Rio Preto encerrou 2025 como o segundo maior mercado imobiliário do interior paulista em lançamentos e vendas, atrás apenas de Ribeirão Preto, segundo levantamento do Secovi-SP. O setor movimentou mais de R$ 1,3 bilhão na cidade no ano, com o volume de unidades vendidas saltando de 5,8 mil para 9,6 mil em 12 meses, avanço de aproximadamente 65%. Os lançamentos cresceram ainda mais, cerca de 70%, chegando a 9,3 mil unidades. Para quem busca apartamento para alugar em São José do Rio Preto, esses números têm uma leitura direta: uma cidade onde o mercado de compra e venda cresce nesse ritmo é uma cidade onde a demanda por moradia está aquecida em todas as frentes, e o aluguel é a primeira a sentir essa pressão.

O aluguel que não parou de subir

Os aluguéis em Rio Preto acumularam alta de 8% em 12 meses, segundo dados do Índice de Aluguel Residencial FipeZap compilados para a cidade. Bairros como Redentora, Nova Redentora, Vila Sinibaldi, Jardim Paulista e a região do Iguatemi figuram entre os que mais valorizaram no período. A busca online por locação cresceu mais de 20% segundo dados de portais do setor imobiliário, reflexo de uma demanda que cresce em ritmo superior à oferta disponível.

O custo médio de aluguel por metro quadrado em Rio Preto ficou próximo de R$ 25, um dos menores entre as principais cidades paulistas. Esse dado tem dois lados: para o inquilino, significa que Rio Preto ainda oferece aluguel mais acessível do que cidades como Campinas, Ribeirão Preto e São Paulo. Para o investidor, significa que há espaço para valorização, já que o preço de entrada no imóvel ainda é competitivo enquanto a demanda segue firme. Na prática, um apartamento padrão de dois quartos em bairros como Boa Vista, Redentora e Jardim Nazareth costuma ser encontrado entre R$ 1.200 e R$ 2.000 mensais, faixa que reflete a diversidade de padrão do mercado local.

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Quem sustenta a demanda por aluguel em Rio Preto

A demanda por apartamento para alugar em São José do Rio Preto tem base estrutural que vai além do crescimento populacional da cidade. Rio Preto é um polo regional de saúde e educação de escala incomum para uma cidade do interior. A FAMERP, uma das mais concorridas faculdades de medicina do país, e a UNESP Rio Preto formam um polo universitário que gera fluxo contínuo de estudantes e residentes médicos à procura de moradia. A cidade atrai um fluxo constante de médicos, professores universitários e estudantes da FAMERP e da UNESP, garantindo demanda sólida e qualificada por locação, especialmente em apartamentos bem localizados, modernos e com foco em conveniência.

Esse perfil de inquilino tem características específicas. O residente médico que chega a Rio Preto para cumprir um período de especialização não tem tempo para longas buscas nem disposição para burocracia demorada. Ele quer apartamento mobiliado, perto do hospital, com contrato ágil e condomínio que resolva o básico. Esse segmento explica a presença consistente de apartamentos mobiliados no mercado de aluguel da cidade, com valores naturalmente mais altos que a média, mas com vacância muito baixa.

Ao lado dos profissionais de saúde, o agronegócio alimenta outro perfil de inquilino: executivos e técnicos que chegam à cidade contratados por empresas do setor e que precisam de apartamento de médio a alto padrão, próximo aos centros comerciais da zona sul. A conectividade rodoviária de Rio Preto, com acesso pela BR-153 e pela Rodovia Washington Luís ao noroeste paulista, reforça o papel da cidade como sede regional para profissionais que atendem municípios vizinhos como Mirassol, Bady Bassitt e Cedral.

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Os bairros que concentram a demanda

O mercado de aluguel de apartamentos em Rio Preto não é uniforme, e entender a geografia da demanda é o que permite tanto ao inquilino quanto ao investidor tomar decisões mais precisas. A Redentora e a Nova Redentora concentram os endereços mais nobres da cidade, com condomínios modernos, segurança 24 horas e proximidade ao corredor de serviços da zona sul. São os bairros com maior ticket médio de aluguel e, por consequência, com o perfil de inquilino de renda mais alta.

Higienópolis, Jardim Urano e Vila Imperial reúnem famílias que buscam segurança, escolas de qualidade e serviços próximos sem pagar o preço dos bairros mais nobres. A região do Iguatemi, entorno do shopping de mesmo nome, segue entre as áreas que mais valorizaram nos últimos anos e concentra lançamentos de apartamentos compactos com forte apelo para jovens profissionais e investidores. Bairros planejados como Jatobás e Parque das Amoras, na zona sul, representam a fronteira de expansão imobiliária da cidade, com lançamentos recentes de unidades de um e dois dormitórios voltadas para estudantes e jovens profissionais que chegam à cidade.

A periferia respondeu por 68,2% das novas locações registradas pelo CRECISP no encerramento de 2025, reflexo do peso do fator preço na decisão do inquilino de menor renda. As regiões centrais ficaram com 27,3% das novas locações, enquanto os bairros nobres concentraram apenas 4,5%. Esse dado revela um mercado de aluguel heterogêneo, onde a demanda mais volumosa ainda é movida pelo critério de custo acessível, mas onde o segmento de médio e alto padrão cresce em ritmo acelerado puxado pelos profissionais de saúde, do agro e de serviços.

O morar compacto como tendência

Uma das tendências mais claras do mercado imobiliário de Rio Preto em 2026 é a consolidação do apartamento compacto como produto dominante nos lançamentos. Estudos do Secovi-SP mostram que os lançamentos recentes se concentram em unidades de um e dois dormitórios com metragens otimizadas e projetos bem localizados. Essa configuração atende jovens profissionais, famílias menores e investidores em busca de renda de locação, em linha com a dinâmica de outras cidades paulistas.

Para o inquilino que busca apartamento para alugar em São José do Rio Preto em 2026, esse movimento de mercado tem consequência prática: a oferta de unidades compactas com boa localização e infraestrutura de lazer no condomínio cresceu de forma expressiva nos últimos dois anos, ampliando as opções disponíveis em faixas de preço que antes eram dominadas por apartamentos maiores e mais caros.

O que esperar do segundo semestre de 2026

O mercado de aluguel de Rio Preto começa 2026 aquecido, mas analistas locais recomendam cautela para o segundo semestre. A grande quantidade de unidades novas sendo entregues ao longo do ano pode aumentar a concorrência entre proprietários e pressionar os aluguéis em alguns bairros. Para o inquilino, esse cenário significa que o segundo semestre pode apresentar mais opções disponíveis e algum poder de negociação em bairros com maior estoque novo.

Para o investidor que já tem imóvel locado ou que planeja comprar para alugar, a recomendação do mercado é priorizar localização próxima às universidades e ao corredor de serviços da zona sul, onde a vacância tende a ser menor mesmo com o aumento de oferta. O fiador segue como a principal garantia locatícia utilizada em Rio Preto, presente em 45,8% dos contratos segundo o CRECISP, seguido pelo seguro fiança com 33,3% e pelo depósito caução com 20,8%.

Rio Preto consolidou em 2025 uma posição que o mercado imobiliário do interior paulista tardou a reconhecer: a de uma cidade com fundamentos econômicos robustos, polo de saúde e educação de escala regional, conectividade rodoviária estratégica e um mercado de aluguel que cresce sustentado por demanda real, não por especulação. Quem busca apartamento para alugar em São José do Rio Preto em 2026 encontra um mercado mais amplo, mais diversificado e mais profissionalizado do que em qualquer momento anterior da história imobiliária da cidade.

 

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