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Obesidade: importante fator de risco para doenças circulatórias

Artigo escrito pelo Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel

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As doenças circulatórias, em sua grande maioria, não manifestam sintomas em fases iniciais, atrasando a procura pelo atendimento médico e postergando o diagnóstico e o tratamento das alterações vasculares. Por sua relevância clínica, o risco de comprometimento circulatório pode ser avaliado a partir da presença de fatores de risco, tais como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, sobrepeso, obesidade, hábito de fumar e o sedentarismo.

Neste artigo, vamos focar sobre o impacto causado pela obesidade sobre a nossa circulação. Tradicionalmente, avaliamos o sobrepeso corporal pela relação entre o peso e altura do indivíduo. A partir desta relação, o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 confirma o diagnóstico da obesidade. Atualmente, entretanto, além do IMC, a composição corporal fornecida pela bioimpedância também tem sido utilizada no plano de acompanhamento daqueles que buscam a redução ou apenas o controle do peso corporal. Indicadores como massa magra, quantidade de gordura e conteúdo hídrico também auxiliam na avaliação do indivíduo obeso.

A obesidade constitui um fator de risco independente para doenças cardiovasculares, tais como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e alterações circulatórias periféricas. Além disso, o excesso de peso aumenta o risco de diabetes mellitus e está associado à síndrome plurimetabólica, que se caracteriza por alterações nos níveis de colesterol, aumento dos níveis pressóricos, descontrole glicêmico e obesidade.

Do ponto de vista circulatório, a obesidade favorece a aterosclerose, um fenômeno caracterizado pelo depósito de placas de colesterol na parede das nossas artérias, predispondo a obstruções em segmentos vasculares distintos, como as artérias coronárias, as artérias carótidas e as artérias dos membros inferiores. O paciente obeso apresenta maior risco de infartar, apresentar um derrame cerebral e evoluir com oclusões arteriais periféricas.

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A obesidade também pode comprometer o sistema venoso, aumentando o risco de insuficiência venosa. Estudo recentes afirmam que o excesso de peso está associado a formação de varizes e ao desenvolvimento de refluxo na veia safena. Todavia, ainda não foi confirmada a relação direta entre obesidade e o estágio da doença venosa.

Orientações a respeito da necessidade de redução do peso corporal e do impacto da obesidade sobre nossa circulação também fazem parte do escopo do check-up vascular. Para mais informações, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br.

Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel. Doutor em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especialista nas áreas de Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e coordenador do curso de Medicina da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago). 

 

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