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Confira os bastidores da política desta quinta-feira, dia 09 de julho

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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A volta dos que não foram

O atual secretário de Habitação, vereador licenciado Jorge Menezes (PSD), já está com o passaporte carimbado para voltar à Câmara. A data prevista é agosto, depois do fim do recesso de meio de ano, mas o substituto na pasta ainda não foi escolhido. A saída dele não teria sido um pedido, mas uma ordem. O objetivo é neutralizar Robson Ricci (PSD), vereador que tem tomado algumas atitudes diferentes das ordens do governo.

Devagar

Segundo os mais próximos do secretário, o plano de Menezes não era voltar para a vereança. Em março, já na pasta, ele chegou a dizer que não voltaria à Câmara e que, se fosse obrigado a voltar, votaria tudo ao contrário do que havia sido pedido. No entanto, algo mudou e agora, pelo que dizem, ele volta e vai ser “mais base do que nunca”. Antes de voltar de vez, Menezes deu uma conferida no plenário, na sessão de terça-feira (7).

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Vai ter mais

O próximo semestre deverá ser de mudanças no secretariado. Além da Habitação, deve ter trocas na Saúde e no Esporte. Nomes estão sendo sondados, mas ainda não bateram o martelo. O objetivo do governo é aproveitar o período eleitoral para fazer a troca, garantindo que tudo passe da forma mais discreta possível para evitar desgastes. Destas três pastas, a única com cargo realmente vago é a de Saúde, com secretário interino.

Noite adentro

A última sessão do semestre ganhou ares de “última sessão do ano” e teve até vereador que confundiu as datas por mais de uma vez durante as falas. A pauta, recheada de propostas polêmicas, deu todo o palco que a oposição precisava para garantir os cortes nas redes sociais e desgastar ainda mais o governo e a base aliada. Até o final da sessão virou uma arma perigosa, mesmo para aqueles que acharam que a oposição ia sofrer.

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Começou bem

O primeiro projeto da pauta foi votado de forma tranquila. Um ou outro debate, mas nada que tivesse capacidade de se estender por muito tempo. O texto era o Programa de Pagamento Incentivado (PPI) do Semae, com anistia de juros e multas para quem tem contas atrasadas com a autarquia. O problema foi justamente o segundo projeto, o que libera o governo para vender áreas públicas. Foram 17 emendas, todas em discussão.

Parlatório

Pelo Regimento Interno, somente quatro dos 23 vereadores podem usar a tribuna para falar sobre o projeto e em cada emenda. Cada um pode usar até dez minutos e, como pode ser dois a favor e dois contra, cada discussão pode durar até quarenta minutos. E assim foi. Acostumados a encerrarem as sessões antes das 18h, desta vez a discussão se estendeu até 22h15. Quase nove horas de discussão sobre as áreas a serem vendidas.

Cancela o mounjaro

O atraso foi um prato cheio para que os vereadores também fizessem uma festinha de encerramento, com direito pausa para o lanchinho, recheado de quitutes. Um prato cheio, literalmente. Além da demora nas discussões, a fartura também virou desculpa para alguns abandonar a dieta. Vereadores se revezaram para fazer uma boquinha. Foi necessário verificar o quórum inúmeras vezes durante a sessão. Em todas, era correria.

No final

Depois de encerrada a discussão sobre a venda de áreas, os vereadores de oposição deixaram o plenário para dar aquela esticadinha e isso virou outro prato cheio para os vereadores da base. Como ainda tinha projetos a serem votados, alguns parlamentares decidiram apresentar pedido de vista com votação nominal. “Agora a gente vai ver quem está aqui para trabalhar e defender a cidade”, chegou a esbravejar Bruno Moura (PL).

Não cola

A estratégia poderia até colar se não fosse as inúmeras vezes que as sessões precisaram ser encerradas por falta de quórum, principalmente antes do almoço, ou mesmo pelas várias vezes que as sessões começaram com atraso porque não tinha vereador suficiente em plenário para iniciar os trabalhos. Pelo Regimento, as sessões deveriam começar às 9h e não houve uma só vez durante todo o semestre que isso tenha acontecido.

O alerta

Além de todo o mimimi para tentar dizer que um ou outro não trabalha, a sessão foi marcada por brincadeirinhas que não condizem com a postura séria que deveria haver em plenário. Em determinado momento, a quinta série reinou e até esconderam o celular do vereador Abner Tofanelli (PSB). O caos tomou tamanha proporção que Odélio Chaves (Podemos) fez o alerta. Se alguém ouviu ou não, só saberemos depois das “férias” deles.

Não adianta

O puxão de orelha na geral que Odélio deu não vai adiantar se cada vereador não tiver o mínimo de noção. Um dos vereadores que já passou por aquela casa e que deveria ser exemplo para os que lá estão hoje é Jean Charles. O coronel aposentado era o primeiro a chegar e saía do plenário em momentos necessários, de forma a não atrapalhar o andamento dos trabalhos. Alguns poucos hoje têm conduta semelhante. Pouquíssimos.

Passou

No último dia em que pré-candidatos e candidatos a reeleição podiam participar de eventos públicos, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) passou pela região e deixou afagos e promessas. A visita foi em Olímpia e agradou ao prefeito Geninho Zuliani (União Brasil). Alckmin aproveitou o momento para falar do aeroporto internacional e garantiu que está tudo muito bem encaminhado para a população da região.

Descontente

Em outro trecho do discurso, Alckmin falou sobre a BR-153. Segundo o vice-presidente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não está contente com a concessionária da rodovia e mudanças não são descartadas. O assunto mais espinhoso tratado por Alckmin foi o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. “Não tem essa história de ‘tá investigando, demite o delegado-geral’”, cutucou o vice-presidente.

Não veio

Danilo Campetti (Republicanos), pré-candidato a deputado estadual, participou da inauguração do Centro Integrado Labiopalatal do Hospital de Base de Rio Preto. Apesar de já estar realizando atendimentos há um tempo, a ideia era fazer uma cerimônia com o governador e candidato a reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) antes das restrições eleitorais, mas não rolou. Campetti foi o articulador de R$ 9 milhões para o local.

A dúvida

A escapada de Tarcísio pode ter sido devido aos compromissos antes do período de restrição. No entanto, a turma que sente o cheiro de treta de longe diz que o governador evitou a cidade mais uma vez. Tarcísio estaria tentando não entrar na treta pública entre Campetti e o prefeito Fábio Candido (PL) ou não se aproximar muito de uma cidade em que o prefeito é aliado, mas não está com uma boa imagem junto ao povo.

Outra dúvida

Diante das sabonetadas que Tarcísio vem dando para evitar a região, já há quem garanta que Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente da República, também deve evitar passar por aqui. “A direita tem voto por aqui. A vinda de Flávio vai, inevitavelmente, colar a imagem do prefeito nele. É perigoso ele até perder voto da direita por aqui, caso insista”, disse um oposicionista. Pelos bastidores, corre que Flávio deve aparecer na Expo 2026.

Sem partido

Em meio ao tumulto eleitoral, que ainda não começou, mas já está batendo na porta, o vereador Bruno Marinho deixou o PRD, com a anuência do presidente Ulisses Ramalho. Marinho vai trabalhar para o deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) e para o deputado federal Luiz Carlos Motta (PL). Diante da distância ideológica dos partidos e com Edinho Araújo (PRD) para federal, o caminho do vereador foi abandonar o próprio partido.

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