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Vereador propõe fechamento de supermercados e atacarejos após 13h aos domingos

Projeto de Jean Dornelas prevê restrição para grandes redes de alimentos e multa de até 10% do faturamento em caso de reincidência

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Divulgação/TV Câmara
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O vereador Jean Dornelas (MDB) protocolou na Câmara de Rio Preto um projeto de lei que limita o funcionamento de supermercados, hipermercados, atacados e atacarejos aos domingos. Pela proposta, os estabelecimentos poderão abrir apenas até as 13h.

Segundo o parlamentar, a iniciativa busca ampliar o período de descanso dos trabalhadores do setor e acompanha o debate nacional sobre qualidade de vida e redução da jornada de trabalho.

“Existe um debate nacional sobre qualidade de vida, descanso e redução da jornada. Em Rio Preto, a gente também precisa olhar para isso com responsabilidade. E, como defensor do consumidor, eu vejo que o movimento aos domingos à tarde é baixo. Dá para preservar o atendimento pela manhã e garantir um período de descanso ao trabalhador”, afirmou Dornelas.

O projeto se aplica a estabelecimentos cuja atividade principal seja o comércio varejista ou atacadista de gêneros alimentícios. Além de supermercados e hipermercados, a regra alcança atacados, atacarejos e empreendimentos similares, independentemente da nomenclatura comercial adotada.

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O texto também prevê que a restrição alcance unidades instaladas em shopping centers, centros de distribuição com atendimento ao público e outros modelos de negócio cuja atividade predominante seja a venda de alimentos.

Por outro lado, a proposta exclui pequenos estabelecimentos, como padarias, mercearias, açougues, hortifrútis, empórios, mercados de bairro e lojas de conveniência.

“Padaria, mercearia, açougue de bairro e pequeno comércio têm outra dinâmica. O projeto mira as grandes estruturas, onde há escala, faturamento alto e maior impacto sobre a vida dos funcionários”, argumentou o vereador.

Na justificativa do projeto, Dornelas afirma que o descanso dominical deve ser tratado como uma questão de saúde, convivência familiar e valorização do trabalhador. Segundo ele, as grandes redes possuem maior capacidade de organização de escalas e concentram um número elevado de funcionários trabalhando aos fins de semana.

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Multas e cassação de alvará

A proposta estabelece multa equivalente a 2% do faturamento bruto do estabelecimento referente ao último exercício fiscal em caso de descumprimento. Em situações de reincidência, a penalidade aumenta progressivamente e pode chegar a 10% do faturamento na quinta infração.

O projeto também prevê a possibilidade de cassação do alvará de funcionamento em casos reiterados de descumprimento.

“Multa pequena não segura rede grande. Quando a penalidade acompanha o faturamento, a regra passa a ter força real para proteger o trabalhador”, disse Dornelas.

Debate jurídico e econômico

A proposta deverá gerar debate entre representantes do comércio, sindicatos patronais e entidades de trabalhadores. Em diversas cidades brasileiras, iniciativas semelhantes enfrentaram questionamentos sobre a competência dos municípios para regulamentar horários de funcionamento do comércio e sobre os impactos econômicos da medida.

Caso seja aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito, a nova regra entrará em vigor 60 dias após a publicação da lei, prazo previsto para adaptação dos estabelecimentos.

Apresentado em 2 de junho, o projeto seguirá agora para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser submetido à votação em plenário.

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