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Uruguaia viaja 2 mil quilômetros para fazer cirurgia robótica em Rio Preto

Paciente de 63 anos passou por artroplastia com auxílio do robô Rosa Knee System e recebeu alta dois dias após o procedimento

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arquivo pessoal
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Uma moradora do Uruguai percorreu cerca de 2 mil quilômetros para realizar uma cirurgia de joelho em Rio Preto. Maria del Carmen Sica Fernandez, de 63 anos, foi submetida a uma artroplastia total do joelho direito no Austa Hospital, utilizando o sistema robótico Rosa® Knee System.

O procedimento foi realizado na última quinta-feira (16/7) pelo ortopedista Marcos Zanovelo Bueno e consistiu na substituição da articulação desgastada por uma prótese. Segundo o hospital, no dia seguinte à cirurgia a paciente já caminhava pelo quarto e recebeu alta no sábado (18).

De acordo com Maria del Carmen, a decisão de viajar ao Brasil ocorreu após pesquisar médicos e hospitais. Ela afirmou que pretende retornar a Rio Preto para realizar a cirurgia no joelho esquerdo.

Segundo informações do hospital, o robô Rosa Knee System está em operação na unidade há quatro anos. Nesse período, cerca de 350 cirurgias foram realizadas em pacientes de diferentes regiões do Brasil e também do exterior. O Austa informa que é a única instituição de saúde do noroeste paulista equipada com essa plataforma específica para procedimentos de joelho.

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Conforme o ortopedista responsável, a expectativa é que a paciente apresente recuperação funcional entre 21 e 30 dias.

“O paciente operado com o auxílio do robô tem os movimentos do joelho mais adequados, melhor mobilidade, adquirida em menor tempo e são extremante reduzidas as chances de sentir dor”, afirmou Dr. Zanovelo.

O sistema robótico é utilizado para auxiliar o cirurgião no planejamento e na execução da cirurgia. A plataforma cria um modelo tridimensional da anatomia do paciente, fornece informações em tempo real durante o procedimento e auxilia no posicionamento da prótese e na realização dos cortes ósseos.

De acordo com o hospital, a tecnologia busca aumentar a precisão da cirurgia, respeitando as características anatômicas de cada paciente. Entre os benefícios apontados estão menor dor no pós-operatório, recuperação funcional mais rápida, melhor mobilidade do joelho, redução do tempo de internação e menor risco de complicações quando comparada à técnica convencional.

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