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Deinter-5 recebe 48 novos policiais civis para Rio Preto e região

Reforço ocorre após anos de déficit e inclui 43 vagas abertas por vacâncias; região de Rio Preto também terá 21 novos delegados

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Reprodução/ Google Street View
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O Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-5), responsável pela Polícia Civil deRio Preto e região, recebeu o reforço de 48 novos investigadores. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado na terça-feira (1º). Do total, 43 profissionais foram destinados para preencher vagas decorrentes de vacâncias registradas ainda em 2018.

As vagas foram abertas ao longo dos anos em razão de aposentadorias, exonerações, demissões e falecimentos. Na maior parte dos casos, portanto, a reposição do efetivo ocorre mais de oito anos depois da saída dos servidores que ocupavam os cargos.

Os novos investigadores foram aprovados no concurso público realizado em 2023. Apesar da nomeação, ainda não foi informado para quais delegacias ou setores do Deinter-5 os profissionais serão encaminhados.

Além dos investigadores, a região de Rio Preto também deverá receber 21 novos delegados, ampliando o quadro da Polícia Civil.

DDM de Monte Aprazível terá atendimento 24 horas

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O reforço no efetivo ocorre em meio à preparação para uma mudança no atendimento da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Monte Aprazível, localizada a cerca de 38 quilômetros de Rio Preto. A unidade deverá passar a funcionar 24 horas a partir de setembro.

Para formar as equipes dos novos plantões, existe a possibilidade de remanejamento de policiais de outras unidades da região. Entre os profissionais que podem ser deslocados estão investigadores da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5.

A possibilidade preocupa principalmente setores especializados da Deic, que já enfrentam falta de servidores. A área responsável pelas investigações de crimes cibernéticos trabalha com número reduzido de investigadores. O Grupo de Operações Especiais (GOE) também possui efetivo abaixo do necessário.

Para setembro, estão previstos plantões nos dias 10, 15, 18, 23 e 28. Até o momento, porém, a composição das equipes que atuarão nessas datas ainda não foi oficialmente definida.

GOE opera com cinco policiais

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Atualmente, o GOE de Rio Preto conta com cinco policiais. Dois grupos, cada um formado por dois integrantes, se revezam nos plantões, enquanto o quinto agente exerce a função de chefe da equipe.

O grupo é responsável por atividades como cumprimento de mandados de prisão, operações policiais, mapeamentos, atendimento de denúncias e abordagens. Com apenas dois policiais em uma equipe, entretanto, a atuação fica limitada, já que um dos agentes precisa dirigir a viatura enquanto o outro realiza a abordagem.

O procedimento estabelecido pela Academia de Polícia (Acadepol) prevê que ações desse tipo sejam realizadas com pelo menos três policiais. Nesse modelo, dois agentes ficam responsáveis pela abordagem e um terceiro conduz a viatura, além de permanecer na retaguarda e dar cobertura à equipe.

O GOE de Rio Preto, contudo, atualmente trabalha abaixo desse parâmetro. O grupo também não possui escrivão. Além disso, o delegado responsável pela Delegacia de Homicídios (DH) acumula a chefia do GOE.

Nesse cenário, um eventual deslocamento de investigadores para completar as escalas da DDM de Monte Aprazível pode reduzir ainda mais o efetivo disponível para operações e outras atividades especializadas em Rio Preto.

A implantação do atendimento ininterrupto na DDM representa uma ampliação da assistência às mulheres vítimas de violência. A preocupação das equipes está relacionada à forma como serão compostos os plantões sem que, até o momento, tenha sido confirmado um reforço específico para a unidade.

Caso policiais de outras delegacias sejam convocados, servidores de setores que já trabalham com déficit poderão ser temporariamente deslocados para Monte Aprazível. Também não foi definida, até agora, eventual remuneração adicional para os profissionais escalados fora de suas unidades de origem, como pagamento de diárias ou ajuda de custo.

Sindicato critica remanejamento de policiais

O Sindicato dos Policiais Civis de São Paulo (SIPESP) também questiona a estratégia de ampliação do atendimento das DDMs sem uma recomposição proporcional do quadro da Polícia Civil.

Segundo informações divulgadas pela entidade em seu site, o Deinter-5 avalia utilizar investigadores de áreas que já enfrentam falta de efetivo para garantir o funcionamento da DDM de Monte Aprazível, que será a primeira unidade da região a operar 24 horas.

O planejamento prevê ainda a implantação do atendimento ininterrupto em Fernandópolis, em outubro, e em Votuporanga, em novembro.

Para o sindicato, a expansão das DDMs precisa vir acompanhada da contratação e da distribuição adequada de novos policiais. A entidade avalia que retirar servidores de uma unidade para atender à demanda de outra pode apenas transferir o problema e aumentar o déficit em setores que já enfrentam dificuldades.

O SIPESP também critica situações de desvio de função dentro da Polícia Civil e defende que os investigadores sejam empregados prioritariamente em atividades relacionadas à investigação criminal.

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