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Dependência Química… uma doença não tão silenciosa assim
Artigo escrito pela psicóloga, Monica Soares
Em época de Carnaval o Brasil todo se prepara para os dias de folia… muitas vezes associados ao uso de drogas e álcool.
A banalização do consumo excessivo de bebidas e outras substâncias pode mascarar um problema sério: a dependência química.
Isso ocorre principalmente com o álcool que é socialmente aceito em nossa cultura. O dependente químico geralmente usa “desculpas” para justificar o seu vício, como é festa, estou feliz, entre outras…
Segundo a Secretaria Nacional Antidrogas o consumo tem aumentado entre os jovens e o consumo tem sido cada vez mais cedo, além disso estudos apontam que: 78% dos jovens brasileiros bebem regularmente e 19% deles já são dependentes do álcool.
A dependência química é uma patologia complexa, pouquíssimos indivíduos conseguem se recuperar sozinhos, quase sempre após algum problema gravíssimo como doenças, acidentes, desemprego e prejuízos financeiros significativos.
Na maioria dos casos, a pessoa e sua família precisam de ajuda especializada e multidisciplinar, que deverão ser avaliadas caso a caso por um especialista de acordo com tipo e estágio de dependência química. Geralmente o tratamento é feito por psicólogo, psiquiatra, grupos de apoio, comunidades terapêuticas e até mesmo com internações.
O acompanhamento psicológico em casos de Dependência Química é fundamental. O dependente geralmente possui outros problemas emocionais como depressão, ansiedade, insegurança, baixa autoestima, entre outros. A própria dependência causa mais transtornos ainda, o dependente torna-se uma pessoa desequilibrada, com sérias dificuldades de relacionamento (tanto profissional, quanto pessoal e familiar). A combinação desses problemas geralmente leva a depressão profunda e em alguns casos ao suicídio.
Mas como reconhecer os sintomas da dependência? Alguns dos sintomas da dependência química são:
- Desejo incontrolável de usar a substância;
- Perda de controle (não conseguir parar depois de ter começado);
- Aumento da tolerância (necessidade de doses maiores para atingir o mesmo efeito obtido com doses anteriormente inferiores ou efeito cada vez menor com uma mesma dose da substância);
- Falta de controle financeiro e gastos altos com substâncias;
- Agressividade sem motivo aparente;
- Irritabilidade;
- Ansiedade;
- Insônia e ou Desânimo;
- Tremores (especialmente em abstinência):;
A dependência química não é uma doença tão silenciosa, na maioria das vezes não ouvimos os seus sinais. É preciso aceitar e encarar o problema de frente buscando ajuda profissional.
Monica Soares, professora universitária, psicóloga, psicoterapeuta, Especialista em educação e terapia sexual, aluna especial do Programa de Mestrado em Sexualidade-USP.
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