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Depressão, o bem do século
Artigo escrito pelo psicoterapeuta Thiago Guimarães
Estamos vivendo um momento da história da humanidade marcado pela epidemia da depressão. Alguns números podem nos ajudar a entender um pouco mais disso: cerca de 20% da população mundial sofre de depressão grave durante a vida. O ser humano vem, ao longo de toda a sua história, lutando pela sobrevivência. No passado, os homens da caverna lutavam em busca de alimento e salvação. Tentavam driblar as adversidades de uma vida sem nenhum tipo de conquista, lutaram, correram, brigaram e aqueles que se salvaram, deram continuidade a espécie. Hoje alcançamos alta tecnologia, chegamos ao topo e descobrimos caminhos jamais sonhados. Crescemos tanto que, muitas vezes, temos a certeza de que somos Deuses. Mas, será que estamos muito diferentes dos nossos ancestrais das cavernas? Talvez não. Continuamos correndo, lutando e brigando na busca incessante de um lugar ao sol. E quando conseguimos, queremos mais e mais. Só trocamos as cavernas por casas mais modernas e a selva natural por uma selva de concretos. Nessa loucura toda, olhamos o tempo todo para fora. O exterior é o nosso foco. O outro, a meta, o objetivo é a nossa única mira. Com isso, vamos passando feito tratores por cima das nossas emoções. Esmagando os sentimentos. Triturado tudo e jogando pra debaixo do tapete, com a falsa sensação de que foi resolvido. Fazemos isso com praticamente todos os sentimentos. Desde aquela raiva que sentimos quando estamos em uma determinada situação, até a tristeza que nos abate quando nos lembramos de algumas situações do passado. Aprendemos em algum momento da vida que precisamos ser fortes o tempo todo. Com isso, temos a ideia errônea de que acessar qualquer tipo de sentimento pode demonstrar fragilidade. Porém, somos seres completos. Nosso todo não é feito apenas de um corpo físico e um lado racional. Somos seres movidos por emoção também. E quando mais esta emoção é colocada de lado, mais forte ela se torna. A depressão é um convite para olhar para dentro. É um grito por atenção, de desespero, pedindo para o mergulho ser feito para dentro de nós mesmos. São as emoções escondidas, jogadas para debaixo do tapete, implorando para serem sentidas, vividas, choradas e entendidas. E nós fazemos isso? Não. Preferimos nos entupir de remédio. A saída para driblar esta situação é fazer a viagem interior. Olhe para dentro de você. Sinta. Chore. Sorria. Grite. Arranque os cabelos, se necessário. Xingue e peça desculpas depois. Jogue alguma coisa no chão (pague se não for sua). Seja como for, mas sinta. Peça ajuda se perceber que não consegue fazer o mergulho sozinho.
Thiago Guimarães é psicoterapeuta, instrutor de yoga e meditação e trabalha com Florais de Bach e Terapia de Vidas Passadas (TVP). Em seu consultório Atende crianças, adolescentes, adultos e casais.
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