Redes Sociais

Cultura

Espetáculo traz encontro de Rainha Elizabeth I com Shakespeare

Temporada de La Noche Que Jamás Existió, de Humberto Robles, estreia no Teatro do Sesi Rio Preto

Publicado há

em

Divulgação
Ads

Uma visão latino-americana sobre a obra de William Shakespeare e um aprofundamento sobre o contexto histórico que resultou nas obras dele que conhecemos hoje: esses são os motes de La Noche Que Jamás Existió, peça do dramaturgo mexicano Humberto Robles que ganhou direção de Alexandre Brazil.

O espetáculo entra em cartaz no Teatro do Sesi Rio Preto, neste sábado (6), e a temporada segue até 21 de maio. A entrada é gratuita e as reservas abrem às segundas-feiras que antecedem as apresentações, às 17h, pela plataforma Meu Sesi. As apresentações serão realizadas aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h. A classificação indicativa é 14 anos.

A peça conta a história de um encontro entre a Rainha Elizabeth I e o dramaturgo William Shakespeare. Numa noite no Palácio Real a rainha pede a William que explique o que é o amor e, ao longo deste papo, transitam por diversos temas como a diversidade de gênero. Ainda que o texto seja original, o espetáculo enxerta fragmentos de sonetos e poemas de Shakespeare.

“Montar Shakespeare ou algo sobre ele não passa apenas pela montagem de um espetáculo – é uma experiência de vida. No espetáculo La Noche Que Jamás Existió, Robles traz ao público uma perspectiva shakespeariana cheia de leveza e de reflexões”, comenta Alexandre Brazil, diretor e figurinista. O diretor reforça que na montagem se optou por utilizar fortemente influências latinas.

Ads

A comédia dramática expõe questões vividas pela “rainha virgem”, modo com que era conhecida no intuito de tornar possível sua governança naquela época, e de como esses dramas se relacionam com o tempo em que vivia. Elizabeth I foi a principal mecenas de Shakespeare, o que faz dela uma figura fundamental para termos acesso, hoje, às obras do artista.

“Estamos levando uma versão dessa peça que preserva os pontos fundamentais de sua dramaturgia, como a discussão não-panfletária sobre diversidade sexual”, reforça Brazil. “O espetáculo traz isso, que é um grande mérito de Robles, de um modo natural, como deve ser”, finaliza.

No espetáculo, a cor vermelha, está presente em toda cenografia e também nos figurinos, criando uma ambientação que colabora com a poética proposta pela obra. A música e a ambientação sonora criada por Dan Maia são dotadas de uma forte influência latino-americana para que as pessoas se lembrem de que a peça é uma produção local. Há, ainda, a liberdade poética de uma cena de tango protagonizada por Cacau Merz e Conrado Caputo.

AS MAIS LIDAS