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Golpe milionário do falso agente de polícia leva operação a Rio Preto

Esquema já fez mais de 50 vítimas e causou prejuízo superior a R$ 1 milhão em todo o estado de São Paulo

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Polícia Civil
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O Departamento D5 da Polícia Civil de Rio Preto, por meio da Seccional local e do Setor de Investigações Gerais (SIG) do Núcleo de Polícia Judiciária do 1.2.5º Distrito Policial, deflagrou nesta sexta-feira (27/03) a “Operação Mirror”. As diligências ocorreram nas cidades de São Paulo, Guarulhos e Rio Preto, com o cumprimento de mandados de busca em seis imóveis ligados aos investigados.

Durante a ação, os policiais civis apreenderam aparelhos celulares, cartões bancários e documentos que comprovam a prática criminosa. Os suspeitos foram conduzidos aos respectivos Distritos Policiais das áreas para as providências de Polícia Judiciária.

A operação está relacionada ao chamado “golpe do falso agente de polícia”. De acordo com a investigação, o esquema começa com uma ligação telefônica em que o criminoso se apresenta como agente da Polícia Federal. Na abordagem, ele afirma que um cartão da vítima foi encontrado entre documentos do então delegado Fábio Baena, detido em operação contra policiais suspeitos de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em seguida, alega que a conta bancária da vítima estaria sendo usada para lavagem de dinheiro.

Os golpistas enviam documentos supostamente confidenciais para que sejam assinados pela vítima por meio do aplicativo Meu Gov. Na sequência, simulam uma audiência virtual via plataforma meet.google.com, utilizando distintivos e banners falsos da Polícia Federal.

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Durante a falsa audiência, um dos envolvidos se apresenta como Procurador-Geral da União, identificado como Iran Machado Nascimento, e informa que os bens da vítima estariam bloqueados. Ele propõe um suposto acordo, solicitando um depósito com a promessa de que, após a comprovação da inocência, o valor seria devolvido.

Os criminosos ainda intimidam as vítimas, afirmando que estão sendo monitoradas e que não devem comunicar ninguém, sob risco de perderem seus direitos. Após a transferência dos valores para os CNPJs indicados, os golpistas desaparecem.

Segundo a Polícia Civil, o esquema já contabiliza mais de 50 casos no estado de São Paulo, com prejuízo superior a R$ 1 milhão.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam.

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