Redes Sociais

Saúde

Inflamação intestinal, serotonina e grelina: a nova fronteira do controle de peso

Desregulações hormonais causadas por inflamações intestinais dificultam o emagrecimento, alerta o nutrólogo Dr. Júlio Palazzo

Publicado há

em

Inflamação intestinal: o gatilho oculto do ganho de peso
A inflamação intestinal subclínica altera a permeabilidade da mucosa, facilitando a translocação de lipopolissacarídeos (LPS) de bactérias gram-negativas. Esse processo ativa o sistema imune inato, promovendo um estado pró-inflamatório sistêmico. A consequência direta é a resistência insulínica, a disfunção mitocondrial e alterações nos eixos regulatórios do apetite, como o eixo serotonérgico e a sinalização da grelina.

Serotonina: o mensageiro da saciedade afetado pela inflamação
Mais de 90% da serotonina do corpo é produzida no intestino, principalmente pelas células enterocromafins e pelo pâncreas. A inflamação intestinal altera a expressão da enzima triptofano hidroxilase 1 (TPH1), essencial para a produção de serotonina periférica, reduzindo sua disponibilidade.

Essa disfunção leva à diminuição da serotonina central e periférica, prejudicando os sinais de saciedade e favorecendo a hiperfagia — o aumento da fome. Em paralelo, há alterações na motilidade intestinal e no tônus do eixo intestino-cérebro, criando um ambiente metabólico propício ao acúmulo de gordura visceral.

Grelina: o hormônio da fome como alvo terapêutico
A grelina é o único hormônio orexígeno conhecido e tem papel fundamental na indução do apetite e na redução do gasto energético. A inflamação intestinal também interfere em sua produção e metabolismo, alterando sua forma ativa. Isso pode provocar flutuações inadequadas nos níveis do hormônio, especialmente em pacientes com disbiose, obesidade ou esteatose hepática.

Atualmente, moduladores da grelina — como peptídeos e aminoácidos específicos — vêm sendo estudados como promissores aliados na perda de peso. Esses compostos inibem a sinalização orexígena da grelina e amplificam os efeitos da serotonina na saciedade, promovendo uma perda de peso mais rápida e efetiva.

Intervenção clínica: restaurando o eixo intestino-cérebro
O tratamento de pacientes com sobrepeso ou obesidade deve considerar a saúde intestinal como eixo central. Estratégias anti-inflamatórias — como dietas ricas em fibras fermentáveis, polifenóis, prebióticos, probióticos e aminoácidos bioativos — têm o potencial de restaurar a produção adequada de serotonina e modular a grelina de forma favorável.

“A inflamação intestinal silenciosa pode ser um dos principais obstáculos à perda de peso. Quando corrigimos esse desequilíbrio, conseguimos restaurar o eixo intestino-cérebro e reduzir a fome patológica com mais eficácia”, explica o médico nutrólogo Dr. Júlio Palazzo.

A correção da disbiose, a redução da endotoxemia metabólica e o uso criterioso de moduladores hormonais podem acelerar a perda de peso de forma sustentável e fisiológica, promovendo saciedade precoce e reduzindo o apetite excessivo.

Compreender esse eixo intestinal e hormonal é essencial para um tratamento eficaz da obesidade. A medicina do futuro é integrativa, intestinal e neuro-hormonal.

O médico nutrólogo, Dr. Júlio Palazzo

SERVIÇO

Clínica Dr. Júlio Palazzo

Endereço: Av. Anísio Haddad, 8001 – Georgina Business Park – Torre Milan Norte – Sala 201 – Jardim Vivendas, São José do Rio Preto

Telefone: (17) 3364-9070

Site: www.drjuliopalazzo.com

Instagram: @drjuliopalazzonutrologo

 

AS MAIS LIDAS