Cidades
Mulher esquartejada aparenta ter 35 anos, afirma delegado da Deic
Delegado André Amorim, da 3ª Delegacia de Homicídios da Deic de Rio Preto, falou sobre a investigação inicial do corpo esquartejado encontrado no Parque Estoril
O delegado André Amorim, da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto, afirmou que o corpo esquartejado, encontrado dividido entre duas lixeiras de uma marmitaria na última segunda-feira (27/7), no Parque Estoril, em Rio Preto, é de uma mulher que aparenta ter cerca de 35 anos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (28), durante coletiva de imprensa.
Inicialmente, um pé com as unhas pintadas, indicando ser do sexo feminino, foi encontrado na manhã de ontem em uma lixeira por um funcionário do estabelecimento. A Polícia Militar foi acionada e, após averiguação, outros membros foram localizados envoltos em sacos de lixo. Outras partes do corpo humano também estavam separadas em outra lixeira.
Segundo Amorim, a morte da vítima, uma mulher branca, pode ter ocorrido cerca de 72 horas antes de o corpo ser encontrado. Foram recolhidos para exames necroscópico e genético a cabeça, os fêmures, um braço, um pé, parte da barriga, das costas e as mamas. Alguns órgãos também foram encontrados e recolhidos pela Polícia Científica. As mãos não foram localizadas.
A reportagem do Gazeta de Rio Preto teve acesso a uma das fotos da vítima, que apresenta os cabelos raspados.
“A questão de como foi feito o seccionamento do corpo será melhor descrita no laudo pericial. Foi utilizado um instrumento cortante para dividir o corpo, porém é cedo para estimar qual é o tipo de objeto”, disse Amorim.
O delegado informou que imagens de câmeras de segurança já estão sendo analisadas pela equipe de inteligência da Polícia Civil. Ele também afirmou que ainda é cedo para concluir se o caso se trata de um “crime de rua” praticado por integrantes de alguma facção criminosa, de um crime passional ou de um homicídio relacionado a algum tipo de ritual religioso. Mas, afirmou que os cortes não são “profissionais”.
A Polícia Civil também analisa registros de ocorrências de mulheres desaparecidas na tentativa de identificar a vítima e esclarecer o caso.
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