Política
“Quem não queria ter Edinho Araújo?”, diz presidente municipal do PRD
Ulisses Ramalho nega conversas com o ex-prefeito, mas afirma que ele “caberia como uma luva” no partido
O presidente do diretório municipal do Partido da Renovação Democrática (PRD), Ulisses Ramalho, afirmou que não há conversas em andamento com o ex-prefeito de Rio Preto Edinho Araújo sobre uma possível filiação à legenda. Apesar disso, declarou que o nome do ex-chefe do Executivo “caberia como uma luva” no partido.
“Não existe conversa nenhuma. A gente gosta muito dele, mas não tivemos contato”, afirmou. Em seguida, ponderou: “Quem não queria ter o Edinho? É um nome que cabe em qualquer partido”.
A eventual ida de Edinho ao PRD passou a ser especulada nos bastidores políticos após sua saída do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido em que esteve filiado por 35 anos. Para Ramalho, o movimento pode indicar uma pré-candidatura a deputado estadual. Segundo ele, a disputa para deputado federal por Rio Preto estaria “congestionada”, o que tornaria o caminho à Assembleia Legislativa mais viável.
Se fosse para federal, talvez permanecesse onde estava. Eu vejo como mais provável uma candidatura a estadual”, avaliou.
Janela partidária e articulações
Ramalho destacou que as negociações políticas devem se intensificar após o Carnaval, especialmente com a abertura da janela partidária em 1º de março, período em que parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perda de mandato.
O dirigente afirmou que o PRD mantém conversas com outros nomes para a disputa estadual, como o ex-prefeito de Olímpia, Fernando Cunha, além de tratativas com lideranças vinculadas a outras siglas, incluindo o Republicanos e o PL. Ele citou, por exemplo, diálogo com o deputado suplente Coronel Tadeu (PL) e com um vereador de Campinas, cujas definições dependem do calendário partidário.
Segundo Ramalho, o cenário regional está em reconfiguração. Ele classificou o Republicanos como “extremamente cheio” de pré-candidatos e avaliou que outras siglas também enfrentam disputas internas por espaço. “As grandes movimentações devem acontecer ao longo de março”, afirmou.
Pressões e embates
O presidente do PRD ainda comentou mudanças no cenário local, como a saída do vereador Bruno Moura (Podemos) da legenda, e criticou o clima de tensão política no município. Segundo ele, o partido mantém posição de centro-direita, com perfil de diálogo.
Apesar das especulações envolvendo Edinho, Ramalho reforçou que, até o momento, não há qualquer negociação formal. “Hoje não existe conversa. Mas política é dinâmica. Depois do Carnaval, o tabuleiro começa a se mexer de verdade”, concluiu.
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