Cidades
Desfile cívico celebra 93 anos da Revolução Constitucionalista em Rio Preto
Evento reuniu autoridades e prestou homenagens aos heróis de 32
A cidade de Rio Preto celebrou, na manhã desta quarta-feira (9), os 93 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 com um desfile cívico realizado em frente ao Fórum, na rua Marechal Deodoro. O evento reuniu autoridades civis e militares e prestou homenagens aos heróis do movimento que marcou a história política do Estado de São Paulo.
A população participou da solenidade, que contou com quatro pelotões – dois do Tiro de Guerra e dois do Comando de Policiamento do Interior (CPI-5). Crianças uniformizadas com trajes semelhantes aos da Polícia Militar também participaram da apresentação, sem o uso de qualquer acessório que remetesse a armas.
Entre as autoridades presentes estavam o comandante do CPI-5, coronel Nilson Pereira; o comandante do 52º Batalhão da Polícia Militar do Interior, sediado em Mirassol, coronel Benevides Fernandes Neto; a ex-comandante e atual secretária estadual de Esportes, Helena Reis; além do prefeito Fábio Candido (PL) e os deputados estaduais Valdomiro Lopes (PSB), Danilo Campetti (Republicanos) e Itamar Borges (MDB).
Durante o ato, foram entregues 50 medalhas a pessoas que se destacaram no último ano. A cerimônia foi encerrada com uma homenagem da Sociedade dos Veteranos de 1932, que depositou a bandeira do Estado de São Paulo no monumento em tributo à Revolução.
Contexto histórico
A Revolução Constitucionalista foi deflagrada em 9 de julho de 1932 como reação dos paulistas contra o governo provisório de Getúlio Vargas, instaurado após a Revolução de 1930. Os paulistas reivindicavam o retorno da ordem constitucional, com eleições presidenciais e o direito de nomear seu próprio interventor estadual.
Meses antes do conflito, protestos em São Paulo culminaram na morte de quatro estudantes — Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo — cujas iniciais deram origem ao movimento MMDC, que liderou o levante armado.
O confronto se estendeu até 2 de outubro daquele ano. Embora derrotado militarmente, o movimento resultou em importantes conquistas políticas, como a convocação da Assembleia Constituinte em 1933 e a nomeação do civil Armando Sales de Oliveira como interventor em São Paulo.
Em contrapartida, Vargas puniu os líderes do movimento com prisão, cassação de direitos políticos e até exílio.
Memória preservada
A história do conflito está preservada em Rio Preto no Museu da Revolução Constitucionalista de 32, que funciona na sede do CPI-5. O acervo reúne uniformes, armas, utensílios da época, além de jornais e revistas que registraram o movimento. O museu está localizado na Avenida dos Estudantes, 1980, no bairro Boa Vista, e é aberto à visitação pública.
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