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Acidente vascular cerebral aumenta o risco de demência vascular

Artigo escrito pelo Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel

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Estudos recentes apontam que o risco de demência vascular é 47 vezes maior em pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, em média 60% dos indivíduos vítimas de um evento neurológico apresentarão, ao longo dos anos, alguma dificuldade cognitiva. Estima-se que aproximadamente 30% dos pacientes diagnosticados com AVC não conseguirão reconhecer um familiar ou até mesmo lidar com questões cotidianas.

O AVC caracteriza-se pela obstrução das artérias cerebrais por depósitos de placa de colesterol ou por um trombo proveniente do coração. A redução do fluxo sanguíneo neste território resulta em déficits motores, alterações sensitivas, comprometimento da fala e da articulação das palavras e pode também alterar o equilíbrio corporal. A presença destes sintomas reflete a gravidade do quadro neurológico, que na grande maioria das vezes pode estar associado a sequelas motoras irreversíveis.

Hipertensão arterial sistêmica, sobrepeso e obesidade, tabagismo, diabetes mellitus, sedentarismo, colesterol alto e estresse constituem os principais fatores de risco para o AVC. Dentre estes fatores, a hipertensão arterial sistêmica destaca-se como o principal fator associado ao evento cerebrovascular, aumentando o risco tanto de AVC isquêmico, em decorrência de obstrução das artérias cerebrais, quanto de AVC hemorrágico, devido ao rompimento das artérias cerebrais.

Além destes fatores, a doença das artérias carótidas também representa um importante fator associado ao AVC, em especial o isquêmico. As artérias carótidas são os vasos responsáveis por conduzir sangue do coração em direção ao cérebro e representam um local frequente de acúmulo de placas de colesterol.

A aterosclerose nas artérias carótidas reduz o fluxo sanguíneo para o território cerebral e aumenta o risco de embolização de micro fragmentos de placas para o cérebro, o que pode resultar em eventos neurológicos maiores ou menores, de acordo com o grau de acometimento cerebral. O ataque isquêmico transitório, por exemplo, não deixa sequelas e o quadro neurológico é revertido em até 24 horas. Por outro lado, o AVC representa o evento neurológico final, com sequelas irreversíveis.

Toda pessoa a partir dos 50 anos deve ser submetida ao doppler vascular para investigação da doença carotídea, em especial se houver fatores de risco para doenças cardiovasculares. Tanto o descontrole dos níveis pressóricos quanto a doença das artérias carótidas representam condições clínicas que podem ser controladas e tratadas de maneira adequada, constituindo causas reversíveis de AVC e de suas complicações.

O check-up vascular cuida da sua saúde vascular, reduzindo o risco de demência vascular e de alterações cognitivas e motoras decorrentes do AVC. Para mais informações, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br.

Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel. Doutor em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especialista nas áreas de Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e coordenador do curso de Medicina da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago).

 

 

 

 

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