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Cury mira segundo turno com Lula e propõe mandato de 8 anos para ministros do STF

Presidenciável do Avante afirma estar otimista com crescimento nas pesquisas, mas diz receber resultado “com muita alegria e muita humildade”

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Bia Menegildo/Gazeta de Rio Preto
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O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou nesta sexta-feira (4), durante agenda em Rio Preto, que espera chegar ao segundo turno das eleições de 2026 e enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Terceiro colocado nas pesquisas recentes de intenção de voto, o escritor também defendeu a redução do tempo de permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para oito anos.

Cury participou de um almoço com empresários do Lide Noroeste Paulista, no Shopping Iguatemi, e depois seguiu para outras agendas na cidade. Em entrevista, durante caminhada no Calçadão, afirmou que vê espaço para ampliar sua votação e chegou a dizer que já escolheu quem gostaria de enfrentar em uma eventual segunda etapa da disputa. “Eu quero, eu já elegi meu adversário no segundo turno, Lula da Silva”, afirmou.

Segundo o presidenciável, as pesquisas recentes, nas quais aparece com índices entre 8% e 11%, demonstram que existe espaço para crescimento da candidatura. Apesar do otimismo, Cury afirmou que recebe os resultados com cautela. “Eu vejo com muita alegria, mas com muita humildade”, disse.

O candidato atribuiu parte do crescimento à divulgação espontânea de sua mensagem nas redes sociais e afirmou que sua principal bandeira é uma tentativa de romper com a polarização entre direita e esquerda. “O Brasil não aguenta mais essa polarização. Ele está dividido, ferido, machucado”, declarou.

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Mandato de oito anos para ministros do STF

Durante o corpo a corpo com eleitores no Calçadão, Cury também defendeu uma mudança na composição e no funcionamento do Supremo Tribunal Federal. Para ele, os ministros deveriam ter mandato de oito anos, em vez de permanecerem no cargo até a aposentadoria compulsória. “Não é possível um ministro entrar com 41 anos de idade e sair com 75 anos de idade. Então tem que ser oito anos e ir embora, para não mais voltar. Tem que haver uma reforma no STF”, afirmou.

Cury também defendeu que autoridades públicas, independentemente do cargo ocupado, sejam submetidas à investigação quando houver suspeitas de irregularidades. “Não importa se é o ministro do STF, se é o presidente da República, se é um senador, um deputado. Todos precisam ser investigados”, disse.

Crítica à polarização

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Ao falar com eleitores no Centro, o presidenciável voltou a defender uma aproximação entre diferentes campos políticos. Segundo Cury, o país precisa aproveitar aquilo que considera positivo tanto na direita quanto na esquerda.

“Nós temos que ter o melhor da direita na nossa mente e o melhor do coração social para escutar a dor das pessoas. Nós temos que estar juntos.”

Entre as prioridades que apresentou estão medidas de combate à violência contra a mulher, mudanças na educação, ampliação do ensino técnico, combate ao crime organizado e integração entre as diferentes forças de segurança.

Na área da educação, Cury defendeu uma reformulação dos currículos e maior oferta de formação técnica no ensino médio. Para a segurança pública, afirmou que é necessário criar um sistema integrado envolvendo Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária e guardas municipais.

Agenda em Rio Preto

Cury chegou a Rio Preto acompanhado da mulher, Suleima. Além do encontro com empresários, a agenda incluiu visita à Funfarme/Hospital de Base, caminhada pelo Calçadão e passagem pelo Mercado Municipal.

Durante a visita ao Centro, o candidato afirmou ter se surpreendido com a receptividade dos eleitores e disse que a mensagem de pacificação tem encontrado apoio em diferentes regiões do país.

A campanha de Cury aposta no crescimento nas pesquisas para tentar consolidar o terceiro lugar e entrar na disputa por uma vaga no segundo turno. Ao ser questionado sobre a possibilidade, ele manteve o tom otimista: “Pelo que nós estamos sentindo, nós vamos para o segundo turno.”

Na sequência, porém, voltou a citar Lula como possível adversário em uma segunda etapa da eleição.

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