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Com queda nas importações, déficit de Rio Preto recua 48%

Rio Preto importou US$ 13,5 milhões em agosto, enquanto as exportações somaram US$ 3,43 milhões no período

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O déficit da balança comercial de Rio Preto caiu 48,1% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O saldo negativo passou de US$ 19,42 milhões para US$ 10,08 milhões, uma redução de US$ 9,34 milhões. O resultado foi provocado principalmente pela queda das importações. Rio Preto comprou US$ 13,50 milhões em produtos do exterior, 40,9% menos que os US$ 22,86 milhões registrados em agosto de 2025. As exportações ficaram praticamente estáveis, passando de US$ 3,45 milhões para US$ 3,43 milhões, recuo de 0,5%.
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Estados Unidos e Paraguai foram os principais destinos dos produtos rio-pretenses, com US$ 950,4 mil e US$ 857,9 mil, respectivamente. Entre os itens mais vendidos estão produtos de origem animal, com US$ 1,48 milhão, artigos e aparelhos ortopédicos, com US$ 403,5 mil, e reboques e semirreboques, com US$ 308 mil.

Nas importações, o maior volume veio do Chile. Foram US$ 6,67 milhões, principalmente em peixes frescos ou refrigerados. Também tiveram destaque as compras de máquinas e equipamentos para agricultura, que somaram US$ 1,53 milhão.

Para o despachante aduaneiro Márcio Marcassa Jr., da Rio Port, a redução do déficit é positiva, mas ainda precisa ser acompanhada nos próximos meses. “A queda das importações reduziu de forma importante o déficit de Rio Preto, enquanto as exportações permaneceram praticamente estáveis. O próximo passo é observar se esse movimento terá continuidade e se as empresas locais conseguirão ampliar as vendas para outros mercados”, afirma Marcassa.

Três cidades têm superávit

Entre as cinco cidades analisadas, Catanduva apresentou o maior saldo positivo em agosto. O município exportou US$ 23,37 milhões e importou US$ 2,24 milhões, encerrando o mês com superávit de US$ 21,13 milhões. Apesar do resultado positivo, as exportações recuaram 36,4% em relação a agosto de 2025, enquanto as importações caíram 22,5%.

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Olímpia aparece na sequência, com superávit de US$ 16,54 milhões. As exportações saltaram de US$ 7,32 milhões para US$ 16,60 milhões, alta de 126,7%. As importações chegaram a US$ 63,7 mil, avanço de 53,6%.

O crescimento de Olímpia foi puxado principalmente pelo açúcar. As vendas externas do produto passaram de US$ 3,21 milhões para US$ 11,14 milhões, alta de 247%. A África do Sul recebeu US$ 9,43 milhões em açúcar do município, ante US$ 260 mil em agosto de 2025. As exportações de preparações alimentícias também avançaram, de US$ 1,88 milhão para US$ 3,97 milhões. Desse total, US$ 3,43 milhões foram destinados aos Países Baixos.

Votuporanga também ampliou as vendas externas. As exportações cresceram 40,4%, de US$ 1,67 milhão para US$ 2,34 milhões. As importações recuaram 76,2%, de US$ 1,61 milhão para US$ 382,9 mil. Com isso, o superávit passou de US$ 54,8 mil para US$ 1,96 milhão.

O avanço de Votuporanga foi sustentado pelas vendas de reboques e semirreboques, que saltaram de US$ 77,8 mil para US$ 881,9 mil, alta de 1.033,9%. O Chile comprou US$ 706,1 mil desses produtos, ante US$ 50,8 mil no ano anterior. Outros US$ 175,8 mil foram destinados ao Uruguai, que não havia registrado compras do item em agosto de 2025.

A carne de aves continuou como o principal produto exportado por Votuporanga, com US$ 1,40 milhão, mas apresentou queda de 9,6% em relação aos US$ 1,55 milhão registrados no mesmo mês do ano passado.

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Araçatuba teve o pior resultado entre os municípios analisados. As exportações caíram 37,8%, para US$ 5,51 milhões, enquanto as importações aumentaram 122,5%, chegando a US$ 12,03 milhões. A cidade passou de um superávit de US$ 3,46 milhões em agosto de 2025 para um déficit de US$ 6,52 milhões neste ano.

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