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Após impeachment, ex-presidente do Paraguai Santiago Peña é preso em casa

Senado aprovou a destituição do político por 44 votos, em meio a uma crise provocada pelo colapso do banco digital Ueno

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Fernando Frazão/Agência Brasil
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O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi preso e colocado em prisão domiciliar na noite de sexta-feira (6), poucas horas depois de sofrer impeachment e perder o cargo. A decisão ocorreu em meio a uma crise política e financeira provocada pelo colapso do banco digital Ueno, que deixou milhões de clientes sem acesso ao dinheiro depositado na instituição.

O Senado paraguaio aprovou a destituição de Peña por 44 votos favoráveis e uma abstenção. O processo foi acelerado depois que o então presidente apresentou um pedido de renúncia na quinta-feira (5), mas os parlamentares optaram por concluir o impeachment.

A ordem de prisão foi determinada pelo Ministério Público e cumprida na residência do ex-presidente, em Assunção, capital do país. Ele deverá permanecer em prisão domiciliar enquanto as autoridades avançam nas investigações e definem as acusações criminais. Peña foi convocado para prestar depoimento neste sábado (7).

As investigações apuram possíveis irregularidades relacionadas ao colapso do Ueno Bank, incluindo suspeitas de conflito de interesses, interferência na fiscalização do sistema financeiro, desvio de recursos de fundos previdenciários e favorecimento da instituição.

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Peña tinha vínculos empresariais com o grupo econômico controlador do banco. Segundo as acusações apresentadas no processo de impeachment, ele teria utilizado o cargo para beneficiar interesses privados. O ex-presidente nega irregularidades e afirma que a crise deve ser tratada como uma questão regulatória.

Vice assume a Presidência

Com a destituição de Peña, o então vice-presidente Pedro Alliana tomou posse como novo presidente do Paraguai na sexta-feira. Ele deverá permanecer no cargo até agosto de 2028, quando termina o atual mandato presidencial.

A crise envolvendo o Ueno Bank provocou protestos em diferentes regiões do país. A intervenção na instituição financeira pelo Banco Central paraguaio bloqueou o acesso de milhões de clientes a suas contas, gerando preocupação entre trabalhadores, aposentados e correntistas.

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A situação também levantou questionamentos sobre a fiscalização do sistema bancário e a destinação de recursos públicos à instituição.

A queda de Peña representa uma mudança abrupta no comando político do Paraguai, que agora terá de enfrentar os efeitos da crise financeira e as investigações sobre possíveis responsabilidades de autoridades e dirigentes do banco.

(Com informações da Agência Brasil)

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