Política
CPI insiste em reverter área do América e procurador diz que o prazo prescreveu
Ação na Justiça do Trabalho manda leiloar estádio para pagar dívidas trabalhistas; no primeiro leilão não houve interessado, mas vereadores de Rio Preto acreditam que no segundo haverá
O procurador geral do município, Adilson Vedroni, foi convocado pela CPI do América para uma audiência pública na terça-feira, dia 10, no auditório da Câmara de Rio Preto. A CPI foi formada para exigir que o Poder Executivo reverta área onde o estádio foi construído para o município. A área foi doada pela Prefeitura em 1975.
O texto da lei que fez a doação ao América dizia que se o estádio não fosse construído em oito anos a terra voltava a pertencer à Prefeitura. O estádio não foi construído no período estipulado, mas a Prefeitura não fez o pedido de reversão.
Hoje, 43 anos depois, a Justiça do Trabalho penhorou o estádio e, por consequência, a área onde ele foi construído, para leilão, venda a quitação de dívidas trabalhistas. Um primeiro leilão foi realizado, mas não apareceu interessado. Um segundo leilão vai ser realizado. Os vereadores querem que a Prefeitura exija o cumprimento da lei de 1975 que pede a reversão da área porque ele não foi construído dentro do prazo estabelecido e, com isso, evite que ele seja vendido a um grupo privado.
Para evitar que a área seja utilizada para atividades comerciais e não esportivas, a Câmara aprovou lei que proíbe o comprador de instalar no local atividade comercial ou industrial.
O comprador só pode utilizar as dependências para atividades esportivas. Ainda assim, vereadores temem que os grupos interessados na compra do estádio queiram instalar um shopping ou um empreendimento de atacados no local. Eles dizem que assim como uma lei só permite atividades esportivas, uma segunda lei pode anular a primeira, e autorizar atividades comerciais.
Entretanto, o procurador do município diz que não há mais o que fazer em relação à retomada da área. Vedroni disse que vai dizer aos vereadores que a Prefeitura perdeu o prazo para pedir a reversão da área. “Isso passou. Podia ter sido solicitado à Justiça naquele período. Ninguém fez o pedido e houve a prescrição do prazo”, assevera. Hoje só será possível impedir que o novo comprador use a área para outros fins que não seja o esportivo. Vedroni lembra que isso já aconteceu com a área em frente ao estádio. “Ali o comprador fez uso irregular, a Prefeitura entrou na Justiça e reverteu a área para o município”. Segundo ele, não é mais possível usar a lei de 1975 para reverter a área do estádio para o município. “Fui convocado e vou dizer isso na audiência”.
Até o fechamento desta edição, o presidente da CPI, o vereador Jean Dornelas não tinha retorno as ligações da Gazeta.
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