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Balcão da Empregabilidade atende 70 pessoas com deficiência em Rio Preto

Terceira edição da ação contou com a participação de oito empresas

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Fabrício Spatti/Pref. Rio Preto
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Setenta pessoas foram atendidas nesta sexta-feira, dia 24, no 3º Balcão da Empregabilidade para Pessoas com Deficiência de Rio Preto. Oito empresas participaram desta terceira edição, com oferta de vagas em diversos ramos como negócios imobiliários, multinacional agroindustrial, atacarejo e saúde. O Balcão da Empregabilidade é uma promoção da Secretaria da Mulher, PcD e Igualdade Racial de Rio Preto e da ARA, Associação de Reintegração Assistencial.

Além disso, uma parceria com o Instituto de Reabilitação Lucy Montoro possibilitou a inscrição dos candidatos em cursos profissionalizantes nas áreas de informática, operador de telemarketing, corte e costura, marcenaria e artesanato. São qualificações gratuitas e com duração de cinco meses.

“Aqui estão empresas sensíveis porque são realizadas entrevistas, recolhidos currículos, para que essas pessoas possam ter seu emprego e uma perspectiva. Trabalhamos com a maior alegria para que essas pessoas possam ter uma nova fase em suas vidas”, disse o prefeito Edinho Araújo, que esteve na sede da Associação de Reintegração Assistencial (ARA), durante a realização do evento.

O objetivo da ação é construir pontes entre as empresas e PcDs que buscam colocação ou recolocação no mercado de trabalho. A obrigatoriedade da inclusão de deficientes no setor privado é regida pela Lei Federal nº 8213/91 e a quantidade de vagas varia conforme o número de empregados, podendo chegar a até 5% do quadro laboral em corporações com mais de mil funcionários. A norma ficou conhecida como Lei de Cotas para PcD.

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“O Balcão configura-se como um espaço onde os candidatos têm acesso direto aos empregadores. Assim, as pessoas com deficiência podem ver onde melhor se encaixam. Essa ação torna Rio Preto mais justa, inclusiva e democrática”, diz a secretária da Mulher, PcD e Igualdade Racial, Maria Cristina de Godoi Augusto.


Entrevista

Após conferência de documentação, os candidatos obtinham uma senha, aguardavam a vez e entravam no salão onde estavam dispostas as equipes das empresas. Os deficientes poderiam percorrer todas as mesas ou somente aquelas que mais interessavam.

“Queremos fomentar e participar cada vez mais desse tipo de ação, pois é importante para a gente conhecer esses profissionais e para que nos conheçam, entendam o momento da empresa e se sintam seguros para esse momento”, diz Iza Reis de Araújo, gerente de recrutamento da Rodobens, uma das empresas participantes.

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Em um segundo momento, as corporações fazem análise do currículo do candidato, seguida de uma nova triagem e os selecionados são convocados para a fase seguinte, nas próprias empresas. “O pessoal nos dá uma devolutiva e os candidatos são entrevistados pelos líderes de setores”, explica o psicólogo Everton Maurício Alves, um dos organizadores da ação.

A psicóloga Maíra Araújo Cardoso, 32 anos, busca recolocação na área da saúde. Ela, que tem visão subnormal, fez três entrevistas e se diz esperançosa. “Estou na área clínica, mas queria algo mais seguro, com carteira assinada. O Balcão é uma oportunidade de os deficientes falarem um pouco das suas dificuldades e das empresas divulgarem suas vagas”.

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