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Homem que matou mulher a facadas em Rio Preto se entrega à polícia

Elizângela Aparecida Matheus, de 51 anos, foi morta a facadas na frente da filha, em Rio Preto; marido foi condenado a 24 anos de prisão pelo assassinato de uma ex-namorada

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Reprodução/ Redes Sociais (a imagem passou por tratamento com IA para melhorar a nitidez)
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Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos, suspeito de matar a mulher, Elizângela Aparecida Matheus, de 51 anos, a facadas em Rio Preto, apresentou-se à Polícia Civil nesta quinta-feira (22/10). Ele foi condenado a 24 anos de prisão pela morte de uma ex-namorada em Pitangueiras (SP) em 2016. Na época, ele também se entregou após ficar foragido.

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito se apresentou às autoridades após o crime ocorrido no final da tarde de quarta-feira (21/10), no bairro Parque da Cidadania, na zona norte da cidade. Na ocasião, foram adotadas as providências necessárias para o cumprimento do mandado de prisão expedido contra ele.

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) realiza os procedimentos para formalizar a captura e interrogar o preso. A Polícia Civil informou que as diligências investigativas e os demais procedimentos legais relacionados ao caso continuam.

Conforme consulta ao processo judicial obtido pela Gazeta de Rio Preto, Schnornberger foi preso em dezembro de 2016 e condenado, em setembro de 2018, pelo assassinato de Fernanda Aparecida da Silva, de 18 anos. A sentença, assinada pelo juiz Frederico Pupo Carrijo de Andrade, da 1ª Vara da Comarca de Pitangueiras, foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em 2019, e a Justiça negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. Em maio de 2020, os registros judiciais indicavam que ele estava na Penitenciária I de Serra Azul.

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Segundo a delegada Dálice Ceron, da DDM, ele havia deixado o sistema prisional em janeiro deste ano. A reportagem apurou que Hiago foi beneficiado com liberdade condicional e teve a pena reduzida para 14 anos. Ele cumpriu sete anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado.

Ainda segundo a delegada, Elizângela desconhecia o feminicídio que o marido havia cometido no passado.

“Foi motivado por um ciúme doentio. Ele não permitia que ela tivesse acesso às redes sociais e porque a vítima havia levado a filha ao médico e não atendido a uma ligação dele. Teve uma discussão que levou a essa morte. Com certeza, a vítima desconhecia que ele havia um registro de feminicídio no passado”, esclareceu Dálice.

Crime em Pitangueiras

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Em dezembro de 2016, Hiago, então com 22 anos, se apresentou à Polícia Civil e confessou ter matado a ex-namorada Fernanda Aparecida da Silva. Ele indicou aos policiais o local onde havia deixado o corpo da jovem, em uma área de mata em Pitangueiras, a 145 km de Rio Preto.

Segundo a investigação, Hiago chamou Fernanda para acampar. Durante o encontro, os dois discutiram e ele a matou com golpes de faca no tórax. A jovem havia desaparecido no sábado, 3 de dezembro, e a família procurou a polícia após não conseguir localizá-la. No dia seguinte, o rapaz se apresentou às autoridades e relatou o crime.

Na ocasião, a Polícia Civil solicitou a prisão do suspeito. Como ele se apresentou espontaneamente depois do homicídio e não havia situação de flagrante, não foi preso naquele momento, conforme explicou a polícia à época.

O pai do jovem declarou publicamente que ficou chocado com a notícia e defendeu que o filho respondesse pelo crime. Familiares e pessoas próximas ao casal também relataram surpresa com o caso.

O corpo de Fernanda foi encontrado amordaçado, com as mãos amarradas para trás e do lado de fora de uma barraca de acampamento.

Feminicídio em Rio Preto

No fim da tarde da quarta-feira, Elizângela foi morta dentro da casa onde morava com a família, no Parque da Cidadania, na zona norte de Rio Preto. Conforme o boletim de ocorrência, ela sofreu três golpes de faca: dois na região do coração e um no pulmão esquerdo. A morte foi constatada às 17h45, após tentativas de reanimação pelo Samu.

A filha de 15 anos presenciou o ataque e informou à Polícia Militar que o padrasto havia golpeado a mãe. O casal havia se conhecido cerca de seis ou sete meses antes e estava casado havia aproximadamente um mês e meio. Segundo o registro policial, o relacionamento era conturbado, e Elizângela pretendia se separar.

Após o crime, o suspeito fugiu. A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio e representou pela prisão preventiva. Até o fechamento desta reportagem, ele era considerado foragido.

O sepultamento de Elizângela está previsto para esta sexta-feira (23), no Cemitério São João Batista.

Esta reportagem é exclusiva do jornal Gazeta de Rio Preto e de autoria da jornalista Karol Granchi. É proibida a reprodução, cópia, publicação, distribuição ou utilização total ou parcial deste conteúdo, por qualquer meio, sem autorização prévia e expressa da autora e do veículo. A reprodução não autorizada constitui violação aos direitos autorais, nos termos da Lei Federal nº 9.610/1998.

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