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Comerciante é espancada por agiotas em tentativa de sequestro em Rio Preto

Vítima relata ameaças constantes após dívida e diz temer pela própria vida e da família

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Uma mulher de 40 anos foi vítima de agressão e de uma tentativa de sequestro na tarde de terça-feira (28/4), por volta das 12h30, na Rua General Glicério, no bairro Vila São Pedro, em Rio Preto.

Segundo o boletim de ocorrência, a comerciante contou que havia feito empréstimos com dois dos suspeitos, que são pai e filho, de 68 e 31 anos, com cobrança de juros mensais entre 4% e 5%. Parte da dívida, segundo ela, já havia sido paga com cheques que não foram devolvidos.

A vítima relatou ainda que as cobranças se intensificaram ao longo do tempo e se tornaram mais agressivas. Sem conseguir manter os pagamentos e após uma tentativa frustrada de negociação, ela decidiu se mudar com a família de Fernandópolis para Rio Preto.

Mesmo assim, ontem, foi surpreendida em frente à própria casa pelos dois homens, acompanhados de um terceiro ainda não identificado. Ela disse que não sabia que os suspeitos tinham seu novo endereço.

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Ainda conforme o relato, os três homens a renderam e tentaram colocá-la à força dentro de uma caminhonete 4×4 preta. Ao resistir, a vítima passou a ser agredida com socos e chutes enquanto os suspeitos insistiam na ação.

Mesmo ferida, ela conseguiu escapar momentaneamente e correu até o portão do prédio onde mora. Os agressores a alcançaram e continuaram tentando levá-la, mas a comerciante se agarrou ao portão e começou a gritar por socorro, dizendo que acionaria a polícia. Diante da reação, os homens fizeram ameaças e fugiram do local.

A mulher sofreu diversos ferimentos pelo corpo. Ela informou que há câmeras de monitoramento na região que podem ter registrado a ação e afirmou viver com medo constante, também disse temer pela própria segurança, além da do marido e do filho menor de idade.

O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça, injúria e tentativa de sequestro e cárcere privado. A comerciante deve passar por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Rio Preto, e a Polícia Civil investiga o caso.

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