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Como tratar a alopecia, doença do couro cabelulo

Sua forma mais comum, a alopecia androgenética é uma doença do couro cabeludo, caracterizada por alteração no ciclo do cabelo levando à miniaturização folicular progressiva com conversão de fios terminais em velo, mais finos, curtos e menos pigmentados

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Você sabe o que é alopecia? A palavra quer dizer pelada. Sua forma mais comum, a alopecia androgenética é uma doença do couro cabeludo, caracterizada por alteração no ciclo do cabelo levando à miniaturização folicular progressiva com conversão de fios terminais em velo, mais finos, curtos e menos pigmentados.

A alopecia androgenética (AAG) é a forma mais comum de alopecia em ambos os sexos. As diferenças clínicas entre os padrões masculino e feminino são bem definidas. Porém, há peculiaridades da fisiopatogenia em cada sexo.

“Uma alteração do ciclo folicular, com encurtamento da fase anágena, é responsável pelo processo de miniaturização, transformando cabelos terminais em velo. Os objetivos do tratamento são aumentar a cobertura do couro cabeludo e retardar a progressão da queda”, explica o cirurgião plástico Paulo Miranda.

A AAG afeta ambos os sexos, com mais de 50% dos homens apresentando algum grau de calvície acima dos 50 anos. As estimativas em relação às mulheres são variadas, e o pico de incidência ocorre após os 50 anos, com cerca de 30% de acometimento por volta dos 70 anos.

No sexo masculino o processo é andrógeno dependente; nas mulheres, entretanto, a interferência hormonal é incerta e o termo alopecia de padrão feminino (APF) parece definir melhor a enfermidade. Apesar da elevada frequência dessa apresentação nos consultórios médicos, a APF ainda é um desafio diagnóstico e terapêutico para os dermatologistas.

A AAG masculina inicia­se frequentemente após a puberdade. Sinais precoces de calvície podem ser vistos em até 14% de meninos entre 15 e 17 anos. O padrão feminino costuma apresentar­se entre os 30 e 40 anos, com progressiva piora após a menopausa e é caracterizado por afinamento difuso dos cabelos.

O folículo piloso passa por três estádios principais ao longo do seu desenvolvimento: proliferação (fase anágena), involução (fase catágena) e repouso (fase telógena), com regeneração em sucessivos ciclos. No couro cabeludo normal a fase anágena dura de dois a sete anos, a catágena cerca de duas semanas, e a telógena aproximadamente três meses.

A história familiar é geralmente positiva nos quadros de AAG masculina e menos frequente nas mulheres. Além do exame físico atentando para o padrão e grau de acometimento da alopecia, é fundamental a realização de uma anamnese completa. 

Os pacientes precisam ser questionados sobre possíveis fatores desencadeantes do processo tais como variações de peso, uso de anabolizantes, hábitos alimentares, consumo de produtos químicos, medicações, história familiar e comorbidades. Métodos complementares incluem dermatoscopia, tricograma e biópsia.

Também pode ser feito um teste genético. Os objetivos do tratamento da AAG são aumentar a cobertura do couro cabeludo e retardar a progressão da queda. A documentação fotográfica padronizada desde o início do tratamento, bem como no seguimento, permite decisões terapêuticas mais apropriadas tanto por parte do médico como do próprio paciente.

Fora medidas farmacológicas, hoje pode­se contar com o advento do transplante capilar. Tal procedimento é realizado pelo cirurgião plástico Paulo Miranda, ele diz que a técnica exibe primor técnico e resultados naturais, constituindo excelente ferramenta associada ao tratamento clínico. 

Alopecia areata

Nesse tipo de manifestação, a doença causa redução ou perda repentina de cabelos ou pêlos em determinada área, mais frequentemente no couro cabeludo e na barba. De causa desconhecida, uma das explicações possíveis é predisposição genética somada a fatores como estresse e fenômenos autoimunes.

Pode ocorrer remissão espontânea ou levar a um estado crônico. As placas de alopecia se evoluírem, podem levar à alopecia total, que atinge todo o couro cabeludo, ou ainda alopecia universal, que configura a perda de todos os pêlos do corpo.

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