Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 14 de agosto
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
Ele voltou
Com uma semana de atraso, Jorge Menezes (PSD) voltou à Câmara e assumiu novamente o mandato. O próprio vereador já vinha dizendo, desde antes do recesso de meio de ano do Legislativo, que iria voltar. A expectativa dele, e de outros, era logo na primeira semana. Não há indícios de que o atraso tenha sido proposital. Pelo contrário. Jorge demorou a voltar porque não tinha exatamente um substituto para o cargo de secretário.
Na reserva
Logo no primeiro discurso, o vereador já fez da tribuna o seu “momento desabafo”. Segundo o próprio Jorge, o retorno não era uma opção para ele. Aliás, estava completamente fora de cogitação. “Não queria voltar, mas sou homem de partido”, disse o vereador na tribuna. A fala demonstra que a negociação foi feita de cima para baixo e que havia uma expectativa de permanecer no cargo de secretário da Habitação.

O substituto
O escolhido para ficar interinamente no lugar de Jorge Menezes foi Ailton Catelan Júnior, também filiado ao PSD. O nome saiu do próprio presidente do partido em Rio Preto, o secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, e foi entregue ao prefeito Fábio Candido (PL), em uma reunião fechada. Com esta troca, chega a 26 mudanças no alto escalão do governo. A expectativa é de mais uma troca, assim que houver outro nome.
Uma coisa não mudou
Apesar da troca de quem agora ocupa a cadeira do PSD, uma coisa continua exatamente do mesmo jeito desde o retorno do recesso: os vereadores abandonando o plenário. Na última terça-feira (11), a sessão que deveria começar às 9h começou por volta de 9h30, mais uma vez. A surpresa ficou por conta do encerramento da primeira parte. Era pouco mais de 11h quando terminaram os trabalhos. Cadê aqueles que queriam trabalhar?
Vetado
O veto ao Projeto de Lei de Renato Pupo (Avante), que pretendia dividir a tarefa de nomeação de ruas na cidade, acabou mantido pelo plenário. A primeira votação foi um pedido de vista, que terminou empatado. Foi necessário que o presidente em exercício, Paulo Pauléra (Progressistas), desempatasse. O voto de minerva foi contra o adiamento. A segunda votação sacramentou o veto e garantiu a vitória do governo.
Atitude boba
Claro que a manobra não passou despercebida. Na prática, quem fica de fora da indicação de nomes para ruas são só os vereadores de oposição. Para João Paulo Rillo (PT), o governo quer dominar as homenagens. Se for realmente isso, não é problema. Pelos bastidores, corre que essas nomeações estariam sendo usadas como moeda de troca. “Só votar a favor que pode indicar nome para homenagem”, sugeriu um vereador.
“Faz um pix para mim?”
Ao menos dois filiados do PT de Rio Preto tiveram os celulares clonados no mesmo dia, na semana passada. Um deles foi o ex-secretário de Saúde e ex-vereador Cacau Lopes. Os golpistas aproveitaram a vasta agenda para sair pedindo dinheiro em nome do médico. Ao que parece, ninguém caiu no golpe. Teóricos da conspiração aproveitaram o episódio para espalhar que há infiltrados em grupos de WhatsApp, mirando em petistas.
Decisão judicial
Precisou de uma decisão da Justiça para o ex-ministro Antônio Cabrera conseguir ser um membro filiado no partido Novo. O empresário descobriu que não fazia parte da legenda recentemente, quando foi impedido de participar da convenção partidária. Segundo a ação proposta por Cabrera, ele preencheu a ficha de filiação dentro do prazo previsto na Legislação Eleitoral, ou seja, no dia 2 de abril. Tudo certo, só que não.
Imbróglio
No entanto, o próprio partido admite que, por problemas internos, acabou não fazendo o lançamento dos dados no sistema FILIA, da Justiça Eleitoral, dentro do prazo. Assim, Cabrera continuava oficialmente ligado ao Podemos. Para acabar com a história, o Novo assumiu a culpa, o Podemos liberou Cabrera e a nova filiação foi definida. Com isso, o ex-ministro pode ser candidato. Porém, os mais próximos garantem que este não é o plano.
Bezinha
O primeiro jogo da final da Bezinha, o Campeonato Paulista sub-23, o América enfrentou o Independente de Limeira, no domingo (9). O rubro venceu o primeiro duelo por 2 a 0 e abriu uma vantagem para o jogo de volta, que será no próximo domingo (16), lá em Limeira. Certamente um jogo de futebol não seria assunto nesta coluna se não fosse por alguns, dos mais de 4,5 mil torcedores, que foram prestigiar a partida no Teixeirão.
Arquibancada
A torcida estava recheada de políticos e, claro, candidatos. Edinho Araújo (PRD), Helena Reis (PSD), Dr. Tedeschi (PL), Valdomiro Lopes (PSB), Luiz Carlos Motta (PL), João Paulo Rillo (PT), Itamar Borges (MDB), Danilo Campetti (Republicanos) e até o prefeito foram vistos. Alguns com o uniforme Rubro. Outros evitaram o vermelho. Lembrando que até o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vestiu a camisa vermelha quando esteve em Rio Preto.
Mais um
Renan Santos (Missão) passou por Rio Preto, conforme o previsto. A visita do candidato à presidente na cidade foi marcada por um almoço com empresários do Lide Noroeste Paulista. No discurso, Renan fez algumas considerações que agradaram aos presentes. O candidato se colocou contra o fim da escala 6×1, abordou temas como segurança pública e disse que, se Lula (PT) vencer, o “Brasil vai virar uma Venezuela”.
Eleito e reeleito
Um dos temas abordados pelo candidato foi a pena de morte, ao qual se mostrou favorável. Segundo Renan, o tema não deverá ser tratado em um primeiro mandato, mas poderá ser abordado em um segundo, por meio de uma nova constituinte. O candidato também se posicionou por uma revisão de pena de Bolsonaro, mas evitou falar em anistia. Claro que não faltaram críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Republicano
Sobre uma possível futura relação com o STF, Renan Santos se mostrou cauteloso. Um dos fundadores do MBL, movimento que aglomerou os anti-petistas na época do governo Dilma Rousseff (PT), o agora candidato a presidente falou que pretende manter uma “relação republicana” e não partir para o xingamento, caso seja eleito. Mal sabe ele que os rio-pretenses com boa memória até se arrepiam ao ouvir esta expressão.
Zero dois
O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), garantiu que vai comparecer no lançamento da “Casa Bolsonaro”, em Rio Preto. O evento está programado para a segunda-feira (17). O espaço está sendo estruturado na cidade, em parceria com o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL), candidato à reeleição, e a candidata a deputada estadual Danila Azevedo (PL). Chamou a atenção no anúncio que o evento será às 19h22.
Zero um
Apesar da presença confirmada de Carlos Bolsonaro, que também é candidato a senador por Santa Catarina, ainda não há garantia de que Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente, passe por aqui. Havia uma expectativa de que ele visitasse a Expo, mas até agora nada. O evento termina no próximo domingo (16). Até existe uma expectativa de que Flávio possa aparecer lá por setembro. Apenas expectativa, por enquanto.
Próximo
Na semana passada, a coluna abordou que o nome do próximo presidente da Câmara já é uma preocupação dos vereadores. Até então, seis estavam no tabuleiro: Pauléra, Felipe Alcalá (PL), Bruno Marinho (sem partido), Márcia Caldas (PL), Anderson Branco (Progressistas) e Alex de Carvalho (PSB). A conversa, naquele momento, é que o indicado do governo seria “uma grande surpresa”. Nesta semana, surgiu o nome de Rossini Diniz (MDB).
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