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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 29 de agosto

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Falou

O presidente do Rio Preto Esporte Clube, José Eduardo Rodrigues, não tem deixado barato a investida do vice-prefeito e secretário de Obras, Fábio Marcondes (PL), à área que pertence ao time. Ele está munido de um dossiê de quase 500 páginas e tem informações que prometem contra-atacar as investidas ao clube em nome da Prefeitura. José Eduardo Rodrigues prometeu que a chapa ia esquentar e está colocando lenha na fogueira.

Errata

Em uma conversa tranquila e cheia de risadas, José Eduardo pediu a correção de uma informação divulgada na semana passada por esta coluna. Na ocasião, foi informado que a Prefeitura de Rio Preto tinha entrado com ação contra o clube para reaver a área. Na verdade, foi o Rio Preto EC que acionou a Justiça e não economizou nas argumentações que permeiam não apenas a propriedade do terreno.

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Entendendo

Segundo o presidente do clube, e consta no processo, a área foi doada para a Prefeitura para a construção de uma praça. Uma doação com destinação certa e clara, formalizada em 1968. Já em meados de 1995, sem construir a tal praça, o então prefeito Manoel Antunes sancionou uma lei que concede a área para o clube. “A área já era do clube. Eu alertei o Mané na época e ele disse que não sabia, mas também não arrumou”, afirmou.

Confusão

No texto da notificação extrajudicial, recebida pelo clube em janeiro, consta somente a lei de 1995 que, por incrível que pareça, ainda está em vigor. “Note, na decisão do Tribunal de Justiça, que o desembargador admite que existe indícios de violação de direito”, ressaltou José Eduardo. “Marcondes sabia que a área era do clube e quis causar tumulto porque foi expulso do Conselho por inadimplência”, completou o presidente.

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Papelada

Durante a conversa, José Eduardo ainda apresentou uma declaração, supostamente escrita de próprio punho por Marcondes e em papel timbrado com o rosto do então vereador, que seria a oferta em um imóvel de propriedade do clube. “Ele quis comprar o apartamento 24 do prédio aqui ao lado por cerca de R$ 195 mil, sendo que, na época, o imóvel valia mais de R$ 600 mil”, afirmou o presidente do clube sobre o documento.

Avaliação

Antes de encerrar a conversa, José Eduardo foi questionado sobre uma avaliação do governo do prefeito de Fábio Candido (PL). “O prefeito é omisso e cabe a ele a culpa in eligendo. Se você sabe que aquela pessoa tem problemas, não pode nomeá-la. Eu não sei se ele é cumplice, se ele sabe de tudo. Para ser o cumplice, ele tinha que conhecer. Será que ele conhece?”, avaliou o presidente do Rio Preto EC.

Tapão

O vereador Pedro Roberto (Republicanos) apresentou um Projeto de Lei para tornar a Associação Amigos dos Mananciais (AAMA) de Utilidade Pública Municipal. Esta é a segunda vez que a entidade tenta o título. Na primeira, a proposta não passou e virou confusão. A sessão terminou com a cena amplamente divulgada durante o período eleitoral em que Marcondes desfere um tapa no rosto de um adolescente.

Dentes

O corte na fala do presidente Lula (PT) sobre um negro sem dentes representando o país virou arma nas redes sociais. A cena foi cortada de forma a mudar o contexto e fazer parecer que a fala teve cunho racista. A íntegra do vídeo está disponível em plataformas e deixa claro que o corte não representa o contexto do discurso. Não precisa ser nenhum expert em internet para encontrar. Tanto é verdade que não gerou tanta polêmica assim.

Sertão

Mas, aqui no sertão, não ia passar batido. Um dos que usou o corte para fazer um discurso inflamado foi o Anderson Branco (PL). “Se qualquer um de nós falasse o que o presidente falou ali, estaríamos presos”, disse. Já Marcondes, réu por injúria racial, gravou um vídeo se utilizando do mesmo corte. O vice-prefeito cobrou um posicionamento mais enfático da imprensa, a qual ele chamou de esquerda, e até mesmo da Câmara.

PPPs

O prefeito Fábio Candido confirmou, em discurso durante o aniversário de 24 anos do Semae, que está em tratativas para cancelar o empréstimo de R$ 649,3 milhões para o projeto de captar água no Rio Grande. Apesar da multa de 2%, o que representa cerca de R$ 12,9 milhões, a Caixa Econômica prometeu analisar com carinho o pedido. O prefeito também admitiu que pretende realizar a obra com uma parceria público-privada (PPP).

Privatização

Fábio Candido rechaçou a proposta de privatização da autarquia de água e esgoto, mas admitiu que já jogou a possibilidade de PPP para a realização da obra no colo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo o prefeito, cabe ao Governo do Estado se posicionar. O Comitê Municipal de Parcerias, criado para analisar cada projeto de PPP, tem como presidente o superintendente do Semae, Rodrigo Carmona.

Conselheiros

Além de Carmona, ainda participam do colegiado os procuradores municipais Frederico Duarte, Mauro Bispo e Luís Roberto Thiesi, que também atua como assessor especial para o gabinete do prefeito. Já os secretários que integram o grupo são Nelson Guiotti, da Fazenda, além do próprio Carmona, do Governo. Fábio Candido configura como presidente de honra do Comitê.

Rebatendo

O ex-prefeito Edinho Araújo (MDB) não deixou o discurso do prefeito passar despercebido. Em nota, ele se posicionou sobre a PPP para buscar água no Rio Grande: “infelizmente, o atual governo tenta criar narrativas e inverdades para justificar a ausência de ações concretas”, além de acrescentar os estudos que foram realizados para a elaboração do projeto. “Este projeto não é uma ficção e nem uma falácia!”, completa o ex-prefeito.

Continua

Edinho questionou a troca do financiamento pelo modelo de PPP. “Quais são as verdadeiras intenções por trás dessa decisão?”, acrescentou o ex-prefeito. “Se não houver água suficiente nos próximos anos, o rio-pretense saberá quem de fato trabalhou para prevenir esse risco e quem apenas preferiu construir discursos vazios”, encerrou Edinho, em tom premonitório. Quem viver, verá!

E o Centro Pop?

Vai completar dois meses que a população espera o anúncio do novo local do Centro Pop. Era esperado que fosse divulgado na semana seguinte do anúncio da desistência da instalação do equipamento no bairro Boa Vista. Já estava tudo certo, mas faltavam ajustes. Enquanto isso, também não saiu a minirreforma do secretariado. O que saiu foi só a mudança de nome da Secretaria de Assistência Social para Desenvolvimento Social.

Não gostou

A mudança de nome não agradou a todos. O Fórum dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) de Rio Preto divulgou uma nota de repúdio à mudança do nome da pasta. “Reafirmamos que Assistência Social é direito, não favor”, escreveu o grupo. Já o governo divulgou que a mudança do nome é para “fortalecer políticas públicas que promovam autonomia, geração de trabalho e renda”.

Piadinha

O presidente da Câmara, Luciano Julião (PL), decidiu usar uma indiretinha bem direta e acabou com um sorriso amarelo. Na última sessão, Julião parabenizou o cantor Zé Neto por ter puxado a oração do Pai-Nosso na arena do Rodeio de Barretos: “Ainda bem que o Fabiano [de Jesus, do PSOL] não estava lá. Ele não gosta de Pai-Nosso”. E o psolista respondeu: “É que tem lugar certo para isso, e não é na escola”. Climão!

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