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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 3 de outubro

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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O juiz da 1ª Vara da Fazenda, Marcelo Haggi Andreotti, indeferiu liminar à Prefeitura de Rio Preto sobre concessão de área pública. No teor da decisão, o magistrado ressaltou que “práticas desta natureza vêm se repetindo na presente administração pública a fazer, sim, crer no manejo de interesses que não se sintonizam, irrestritamente, às necessidades da comunidade”, citando ainda outros três processos do mesmo teor.

Rota de colisão

Os processos citados por Andreotti na decisão são do Rio Preto Esporte Clube e do Sindicato dos Médicos. Na sequência, o magistrado coloca que as ações possuem teor que “prenuncia abuso de poder, em rota de colisão com a impessoalidade administrativa”. Todas as notificações foram feitas pelo vice-prefeito em exercício e secretário de Obras, Fábio Marcondes (PL).

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Checklist

A colocação do magistrado não seria possível se o secretário de Obras estivesse agindo da mesma forma com todas as entidades. No entanto, a história do Rio Preto E.C., cujo presidente é José Eduardo Rodrigues, já foi explicada por ele como sendo uma situação pessoal antiga com Marcondes. Já no caso do Sindicato dos Médicos, o alvo do desgaste seria a presidente Merabe Muniz, atual opositora ferrenha ao governo.

Tem mais

A colocação do juiz Andreotti chama a atenção para o fato de que nem todas as entidades receberam notificações. A maioria delas, inclusive, continua em uma situação relativamente tranquila. Dizem que, se procurar bem, é possível encontrar entidades que cometeram desvio de função com a área e que até lucram com isso. Por outro lado, há dirigentes que já começam a se movimentar para não virar alvo da fúria verde e amarela.

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Rumores

Há quem diga que a situação da coleta seletiva vai no mesmo caminho. Recentemente, a Defensoria Pública conseguiu barrar o edital da Prefeitura para o serviço em uma ação que envolveu muitos esforços. De um lado dessa briga está a Cooperlagos, dirigida por Tereza Pagliotto, e a Cooperios, fundada pela ex-vereadora Eni Fernandes (PT). Segundo os teóricos da conspiração, seria mais uma perseguição política.

Fundamentação

No caso da coleta seletiva, dizem que o interesse seria tirar o serviço das mãos de uma suposta ex-apoiadora do candidato adversário na última eleição, Itamar Borges (MDB), e de Eni Fernandes, militante histórica do PT. O serviço seria entregue para a associação Viva o Centro, que iria focar os trabalhos somente na região central e ficar com apenas 40 catadores, em detrimento dos trabalhadores das cooperativas e do restante da cidade.

Utilidade pública

Recentemente a associação Viva o Centro ganhou o título de utilidade pública, cujo projeto foi apresentado pelo vereador cabo Júlio Donizete (PSD), e aprovado pela Câmara. O presidente da entidade, Agnaldo Roberto Pedroni, já se declarou otimista com a atual gestão do prefeito Fábio Candido (PL). Enquanto isso, o Zappa’s Casarão já deixou a região central e parece que o Praça Shopping também deve fechar as portas.

Ainda sobre o IPTU

Alguns detalhes no discurso do Dr. Tedeschi (PL), ao declarar voto contrário no projeto sobre o aumento do IPTU, acabaram passando despercebidos. Em uma análise mais detalhada nas palavras proferidas pelo parlamentar, é possível tirar algumas informações relevantes e como a situação ficou bastante contraditória quando o vereador resolveu retificar o voto e se colocar a favor do aumento.

Contra, só que não

A começar pelo momento da votação, quando o vereador Paulo Pauléra (Progressistas) chama Tedeschi, ele faz questão de declarar voto. Pauléra segura a chamada para ouvir o parlamentar que estava participando online. Tedeschi começa a fala dizendo: “apesar de votar a favor da legalidade, tenho muita dificuldade de votar o mérito”. O que se segue é um discurso bastante claro contra o aumento.

Quatro vezes

Durante o discurso, Tedeschi fala sobre o trabalho que desenvolveu para que o atual governo fosse eleito e disse acreditar que o prefeito consegue fazer uma excelente gestão, sem aumentar a carga tributária. Ele também citou o tempo que passou na Secretaria de Governo e, por mais que depois ele tenha declarado depois que se confundiu, por quatro vezes Tedeschi fala que é contra ou contrário ao aumento do imposto.

Com despedida

Antes de encerrar a fala, Tedeschi fala uma frase que mais parece uma despedida: “Gostaria de agradecer demais a tudo que eu pude contribuir com essa cidade”, e desliga a câmera e o microfone. Na sequência, durante o discurso de Jean Dornelas (MDB), que votou contra o projeto, Tedeschi volta. Já em outro ângulo, sem mais delongas, ele diz apenas que quer retificar o voto, sem mais explicações até ser cobrado.

Virou meme

Conforme profetizado por João Paulo Rillo (PSOL), claro que a mudança drástica de posicionamento de Tedeschi virou meme nas redes sociais. O presidente do Conselho de Cultura, Lawrence Garcia, fez uma postagem em que coloca algumas opções que teriam levado o vereador a mudar o voto. Só faltou ali a opção de que o vereador teria recebido uma ligação do próprio prefeito para retificar a declaração. Bem possível, não?

Só piora

Uma pergunta permeou os bastidores durante a semana: quem respondeu de forma debochada, e até irônica, aos questionamentos dos moradores sobre o aumento do IPTU na página pessoal do prefeito? Opções não faltam. Alguns defendem que foi um homem e que seria um comissionado na Secretaria de Comunicação. Outros preferem apostar que foi alguém mais ligado ao círculo pessoal do prefeito. O bolão já está rolando.

Começou

Depois da aprovação do aumento do IPTU, o vereador Pedro Roberto (Republicanos) confirmou que perdeu um cargo na administração. O servidor comissionado seria Denis de Paula, que trabalhava na Secretaria de Serviços Gerais. Pedro lamentou que o amigo tenha sido demitido, mas não deixou de ser otimista com a situação. “O Denis é fluido. Pelo menos agora eu tenho mais independência”, disse o vereador.

Chega mais

A possibilidade da saída de Rillo da Câmara para assumir o mandato do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) ganha cada vez mais corpo. Em recente movimentação do governo federal, dizem que o presidente Lula (PT) deve catapultar Boulos para o a Secretaria-Geral da Presidência depois de uma viagem aos EUA e, consequentemente, Rillo assume a cadeira na Câmara dos Deputados.

Em orações

A saída de Rillo não é bem-vista pelo governo municipal. Apesar de ter virado alvo declarado do prefeito, que até colocou o vereador Bruno Moura (PRD) para “pegar esse cara”, sob a alegação de violência de gênero com representantes do governo, a chegada de Fabiano de Jesus (PSOL) não é o substituto dos sonhos do governo. Dizem que alguns têm medo do suplente por ser mais técnico, assertivo e mais difícil de bater que Rillo.

Barrichello

Uma cena digna de mesa de boteco encerrou a primeira parte da sessão da Câmara da última terça-feira (30). Alexandre Montenegro (PL), em tom irônico, falava sobre o “medo” de que o prefeito pudesse ser detido no aeroporto com dólares e euros quando foi interrompido por Renato Pupo (Avante). O vereador disse que o prefeito volta e que “Fábio Barrichello” vai fazer uma “escuta ativa” com a população sobre o aumento do IPTU.

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