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Drama de refugiados é retratado em peça teatral neste sábado (dia 14) no Sesc

Encenada em diversos países, a peça Barulho D’água chega a Rio Preto com a participação de Alexandre Rodrigues, do filme Cidade de Deus

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Há 11 anos, pelos menos 230 pessoas se afogaram em uma das maiores tragédias da migração na Europa. Um barco, que saia da Líbia, em direção à ilha italiana de Sicília, virou, após partir em meio a uma tempestade.

Na época, o dramaturgo italiano Marco Martinelli movido pela tragédia, decidiu transformar em dramaturgia a perda de centenas de vidas no Mar Mediterrâneo. A peça, que já foi montada em diversos países, chega a Rio Preto e se apresenta no teatro do Sesc, dia 14, sábado, às 20h, com ingressos à venda a partir de R$9,00.

A obra é um documentário cênico multimídia que narra a tragédia de imigrantes que atravessam o Mar Mediterrâneo em embarcações e condições precárias, e se mostra como uma critica à falta de uma politica mundial para refugiados. Para a dramaturgia do espetáculo, o diretor tomou como base depoimentos de cinco refugiados, que foram colhidos pelo próprio Marco, na ilha de Lampedusa, na região da Sicília (Itália).

O projeto no Brasil ganhou forma, a partir do encontro dos artistas Carina Casuscelli (tradução e direção) e Lenerson Polonini (provocação e iluminação), fundadores da Companhia Nova de Teatro, com o dramaturgo italiano Marco Martinelli. O texto original conta com um monólogo, porém a versão brasileira ganhou uma adaptação sob o olhar da diretora, que optou dar vida aos refugiados. Em cena, o ator Alexandre Rodrigues (Cidade de Deus), traz à tona as angústias e aflições vividas pelos refugiados, durante a trajetória no mar, enquanto a atriz Rosa Freitas entoa as canções do espetáculo, acompanhada, ao vivo, do ator e bailarino haitiano I Stan. Já Marcos Roza, dá vida ao general que representa os serviços das capitais europeias que praticam a “política de acolhimento”.

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Dados complementares

De acordo com o portal da ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), nos dados divulgados pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) na 4ª edição do relatório “Refúgio em Números”, o Brasil reconheceu, apenas em 2018, um total de 1.086 refugiados de diversas nacionalidades. Com isso, o país atinge a marca de 11.231 pessoas reconhecidas como refugiadas pelo Estado brasileiro.

Desse total, os sírios representam 36% da população refugiada com registro ativo no Brasil, seguidos dos congoleses, com 15%, e angolanos, com 9%.

O ano de 2018 foi o maior em número de solicitações de reconhecimento de condição de refugiado. Isso porque o fluxo venezuelano de deslocamento aumentou exponencialmente. No total, foram mais de 80 mil solicitações no ano passado, sendo 61.681 de venezuelanos. Em segundo lugar está o Haiti, com 7 mil solicitações. Na sequência estão os cubanos (2.749), os chineses (1.450) e os bengaleses (947).

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PROGRAMAÇÃO

TEATRO

BARULHO D’ÁGUA

Dramaturgia: Marco Martinelli. Direção: Carina Casuscelli. Atores: Alexandre Rodrigues, I Stan, Marcos Rosa e Rosa Freitas. 60 min.

A apresentação, em um documentário cênico multimídia, narra a história do drama de milhares de refugiados africanos, que, na tentativa de chegar à Europa,  buscam atravessar o mar Mediterrâneo em embarcações precárias.

Serviço: Dia 14, sábado, às 20h.

Teatro Sesc. 228 lugares. 16 anos

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br ou nas bilheterias das unidades.

R$9,00 (Trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo com credencial plena válida)

R$15,00 (Aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante)

R$30,00 (Demais interessados)

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