Política
“É um grau de autoritarismo incomum” diz presidente da Federação dos Médicos
Presidente da entidade, Geraldo Ferreira Filho, concedeu entrevista coletiva após a médica Merabe Muniz ser barrada de participar de uma reunião na Prefeitura
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Geraldo Ferreira Filho, afirmou nesta sexta-feira (29) que o Sindicato dos Médicos de Rio Preto vem sofrendo perseguição política por parte da administração municipal. A declaração foi feita em entrevista coletiva, um dia após a presidente do sindicato, Merabe Muniz, ser impedida de participar de uma reunião no gabinete do prefeito Fábio Candido (PL).
“Atingiu um nível extremo. Todo mundo sabe que a lei protege os sindicatos com imunidade exatamente para evitar perseguições. Faz parte criticar movimentos sindicais, mas atingir a pessoa do presidente com o emprego, prejudicando sua sobrevivência, me surpreendeu. Estamos falando de um grau de autoritarismo incomum”, disse Ferreira Filho.
A visita do dirigente nacional ocorreu após denúncia apresentada pelo sindicato à Fenam, apontando suposta perseguição da Prefeitura. Entre os fatos relatados estão sindicâncias contra a presidente da entidade, demissões de médicos terceirizados via Funfarme a pedido da Secretaria de Saúde e a notificação feita pelo secretário de Obras, Fábio Marcondes (PL), para que o sindicato desocupe a sede onde funciona atualmente.
Ferreira Filho relatou ainda que tentou intermediar o diálogo durante encontro com o prefeito e o secretário de Saúde, Rubem Bottas, mas Merabe Muniz foi barrada na portaria da Prefeitura. O secretário se comprometeu a ir até a sede do sindicato nesta sexta-feira (29), mas não compareceu.
Segundo o presidente da Fenam, dez dos doze médicos afastados pela gestão municipal são mulheres. Ele defendeu que os profissionais sejam reintegrados até decisão judicial definitiva e pediu respeito ao sindicato. “A federação tem a intenção de restabelecer o diálogo, mas queremos respeito mútuo. O afastamento e a perseguição não são salutares”, afirmou.
