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Esquerda é a mais rejeitada pelo eleitorado rio-pretense

Segundo o analista político Henrique Casseb, a rejeição é partidária e ideológica

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Divulgação/TV Câmara
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De acordo com o levantamento do Instituto de Pesquisas Eleitorais e Políticas (Inpep), o eleitorado rio-pretense apresentou maior rejeição à candidatura de João Paulo Rillo (PSOL). Ao serem questionados sobre qual candidato não votariam, 30% dos entrevistados apontaram para o atual vereador do partido de esquerda.

Para o advogado e analista político Henrique Casseb, existe uma tendência do eleitor do interior do estado em não apoiar partidos de esquerda. “A rejeição natural da região foi demonstrada até nas eleições passadas. Isso é mais difícil combater do que a própria rejeição do Rillo, que não vem da pessoa dele exclusivamente”, destacou o a analista, acrescentando que “a imagem de Lula com essa desaprovação não é interessante para uma candidatura aqui na região, mas vai ser o que tem para hoje em relação aos candidatos que se apresentaram na esquerda e eu acredito que somente uma ação específica e pontual de Lula na região, como uma obra, direcionamento de verba ou algo que ele pudesse evidenciar seu governo beneficiando a região, pudesse juntamente alavancar uma candidatura. Caso contrário, uma imagem generalizada do governo Lula não traz para o candidato aqui da região. Um aumento de votos ou uma melhora nessa pesquisa que foi apresentada”, completou.

Mesmo que Valdomiro Lopes faça parte da bancada do PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin e coligado ao PT nacional, Casseb aponta que o eleitorado não faz essa ligação na hora de escolher o ex-prefeito. “Valdomiro já não tem esse pertencimento à esquerda e tem uma rejeição de 28%, o que significa que essa rejeição é muito mais dele do que propriamente da posição política que ele ocupa”.

Filiada ao Republicanos, partido de direita, Helena Reis aparece com índice de rejeição de 15%, o que pode ser revertido pelo uso do trabalho dela na Secretaria Estadual de Esportes. “Ela seria uma candidata que naturalmente teria pouca rejeição, uma vez que não ocupou um cargo público na cidade e ocupa atualmente uma secretaria, digamos, de visibilidade baixa. Surpreende um pouco essa rejeição dela de 15%, que é alta para quem ocupa a posição que ela ocupa, mas não reflete tão diretamente no resultado dos cenários que ela aparece em segundo lugar”, destacou Casseb.

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Já para o secretário de Esportes de Rio Preto, Fábio Marcondes (PL), o analista aponta que os 12% de rejeição do eleitorado é um alto índice. “Esse sim pode realizar uma influência direta numa candidatura possível dele. Então fica aí a rejeição de 12% versus o impulsionamento que pode ser dado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Seria aí o caso de analisar o que seria maior: o impulsionamento de Bolsonaro ou a rejeição que ele tem, natural da sua pessoa”, concluiu Casseb.

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