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Calor de quase 40°C e tempo seco elevam risco de incêndios em Rio Preto e região

População deve evitar qualquer atividade que possa provocar fogo

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Defesa Civil/ GovSP
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Rio Preto e outras cidades das regiões norte e noroeste do Estado de São Paulo devem enfrentar condições críticas para a ocorrência e propagação de incêndios até segunda-feira (31/8). A previsão da Defesa Civil é de temperaturas próximas dos 40°C e umidade relativa do ar abaixo de 12% nos períodos mais quentes do dia.

O cenário é resultado da atuação de uma massa de ar quente sobre São Paulo, que mantém as temperaturas elevadas e reduz os índices de umidade em praticamente todo o território paulista. A combinação de calor intenso, tempo seco e vegetação ressecada aumenta a possibilidade de surgimento de focos de incêndio e favorece a rápida propagação das chamas, principalmente quando há vento e grande quantidade de material seco disponível para queima.

Diante das condições previstas, a Defesa Civil do Estado reforça a orientação para que a população não realize atividades capazes de iniciar incêndios, como queima de lixo ou resíduos, utilização de fogo para limpeza de terrenos e descarte de cigarros em áreas com vegetação.

A maior parte dos incêndios florestais registrados em áreas rurais do Estado não possui origem natural. Descuidos, hábitos cotidianos e atividades que utilizam fontes de calor estão entre os fatores que podem provocar focos, que avançam com maior velocidade quando encontram condições de tempo seco.

Por que o fogo se espalha mais rápido no calor?

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A falta de chuva reduz a umidade do solo e deixa a vegetação mais suscetível à queima. A baixa umidade relativa do ar contribui ainda mais para o ressecamento das plantas. Em situações de vento, brasas e faíscas também podem ser carregadas para locais mais distantes, ampliando a área atingida pelo fogo.

Uma das referências utilizadas para identificar situações de maior perigo no campo é a chamada condição “quatro-trinta”. Ela reúne períodos prolongados sem chuva, umidade relativa inferior a 30%, temperaturas acima de 30°C e ventos superiores a 30 km/h.

Quando esses fatores ocorrem ao mesmo tempo, o fogo encontra condições para começar com mais facilidade, avançar rapidamente e tornar mais difícil o trabalho das equipes de combate. Em dias considerados críticos, a recomendação é interromper atividades que envolvam fogo e aumentar a atenção sobre áreas vulneráveis.

Prevenção também vale para áreas urbanas

Em períodos prolongados de estiagem, a vegetação seca presente em terrenos e áreas abertas pode facilitar a propagação das chamas. Por isso, a orientação é evitar qualquer fonte de ignição próxima a locais com vegetação.

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Cigarros, fósforos, churrasqueiras, fogueiras e velas podem iniciar incêndios quando utilizados perto de material seco. Cinzas provenientes de fogões a lenha e churrasqueiras também exigem atenção, pois podem conservar brasas mesmo quando aparentam estar apagadas.

O descarte deve ocorrer somente em locais sem vegetação e após o material estar totalmente frio. Sempre que possível, as cinzas devem ser umedecidas antes do descarte.

Também deve ser evitada a queima de resíduos de poda, restos de culturas e lixo. O emprego do fogo para atividades agrossilvipastoris depende de autorização prévia dos órgãos responsáveis e pode ser suspenso ou não autorizado durante períodos de risco elevado.

Propriedades rurais precisam de atenção

Nas áreas rurais, uma das principais medidas preventivas é manter a propriedade limpa. Vegetação seca e alta nas divisas e limites dos terrenos pode servir de combustível para as chamas e facilitar a entrada do fogo.

Por isso, a recomendação é manter essas áreas roçadas e livres de material que possa favorecer a propagação das chamas.

Aceiros precisam ser mantidos durante a estiagem

Os aceiros são faixas sem vegetação criadas para funcionar como barreiras, dificultando ou impedindo que o fogo passe de uma área para outra.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento recomenda que os aceiros tenham largura mínima de três metros entre talhões dentro da propriedade, cinco metros de cada lado de cercas e divisas e seis metros no entorno de áreas de vegetação nativa.

A manutenção deve ocorrer durante todo o período de estiagem. Quando o aceiro fica tomado por vegetação seca, perde parte de sua capacidade de proteção e o proprietário do terreno pode ser multado.

Rodovias também estão sob monitoramento

O risco de incêndios também é acompanhado na malha rodoviária estadual. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), mantém ações preventivas para diminuir a ocorrência e a propagação de incêndios nas margens das estradas.

Nos trechos estaduais não concedidos que estão sob administração do DER-SP, são mais de 12 mil quilômetros de rodovias. Essa malha é dividida em segmentos de 500 metros, que recebem classificação de risco. A partir dessa avaliação, são definidas as medidas necessárias para cada local.

A estrutura de prevenção conta atualmente com 224 brigadistas e 56 caminhonetes equipadas com sistema de autobomba. O trabalho também inclui monitoramento realizado pelas Coordenadorias Regionais.

O DER-SP possui 14 Coordenadorias Regionais responsáveis pela administração e fiscalização dos trechos sob responsabilidade do departamento. As unidades participam ainda do atendimento de ocorrências e do acionamento das equipes operacionais, entre elas as Unidades Básicas de Atendimento (UBAs) e os brigadistas.

Aos motoristas, a principal recomendação é não jogar cigarros, fósforos ou qualquer outro material inflamável pela janela. Durante a estiagem, uma pequena fonte de ignição pode ser suficiente para iniciar um incêndio às margens da rodovia.

O que fazer ao encontrar fumaça ou fogo?

Quem identificar fumaça suspeita ou um princípio de incêndio não deve tentar controlar as chamas por conta própria. O combate deve ser feito por equipes treinadas e com equipamentos apropriados.

O Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193 ou pelo aplicativo Bombeiros Emergência. A Defesa Civil atende pelo número 199.

Em propriedades rurais, após comunicar a emergência, a recomendação é avisar também os vizinhos para que possam seguir as orientações das equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.

Casos de incêndios criminosos ou situações suspeitas podem ser denunciados de forma anônima pelos telefones 190 ou 181.

População pode acompanhar alertas

A Defesa Civil oferece gratuitamente alertas por SMS. Para receber informações sobre condições meteorológicas adversas, orientações e dicas de prevenção, basta enviar o CEP por mensagem de texto para o número 40199. É possível cadastrar mais de um CEP.

Também estão disponíveis ferramentas oficiais para acompanhamento das condições de risco:

  • CIIAGRO: Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas, com informações sobre temperatura, umidade relativa do ar e outros dados meteorológicos;
  • Painel do Fogo: plataforma do Censipam que apresenta informações sobre focos de incêndio identificados por satélite.

Produtores rurais podem consultar ainda o Guia Interativo de Prevenção a Incêndios Florestais em Propriedades Rurais, elaborado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento em conjunto com o Corpo de Bombeiros.

O material apresenta orientações para prevenir incêndios, agir durante uma ocorrência e adotar medidas depois que o fogo for controlado.

 

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