Saúde
Mirassol libera vacina contra chikungunya para moradores de outras cidades
Município, que iniciou campanha pioneira no país, segue orientação do Ministério da Saúde e amplia acesso ao imunizante
A Prefeitura de Mirassol anunciou que a vacinação contra a Chikungunya foi liberada também para moradores de outros municípios. A decisão segue orientação do Ministério da Saúde, baseada em nota técnica do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, que recomenda que as doses não sejam negadas a pessoas de cidades vizinhas, desde que haja disponibilidade de vacinas e sem prejuízo ao atendimento da população local.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a medida considera a intensa circulação de pessoas entre os municípios da região. Dessa forma, a estratégia busca ampliar a proteção da população e reduzir o risco de transmissão da doença.
Para facilitar o acesso à imunização, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Mirassol estarão abertas neste sábado até as 13h para aplicação da vacina. Durante a semana, a vacinação continua normalmente nas salas de vacinação do município.
Mirassol foi a primeira cidade do país a iniciar a campanha de vacinação contra a chikungunya, em 2 de fevereiro, dentro de uma estratégia-piloto nacional coordenada pelo Ministério da Saúde. O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan, e contou com a participação da Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (Funfarme) em etapas de estudos, além do apoio da prefeitura local.
A vacina recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025 e passou a ser aplicada de forma estratégica em municípios selecionados pelo governo federal, com base em critérios epidemiológicos, tamanho da população e capacidade de atendimento da rede de saúde.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou 263.502 casos e 246 mortes pela doença em 2024, o que reforça a importância da vacinação como medida de prevenção.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika, a chikungunya provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça, dores musculares e manchas vermelhas na pele. Em alguns casos, a doença pode causar complicações neurológicas e dores articulares crônicas que persistem por meses ou até anos.
Como não existe antiviral específico para tratar a infecção, o tratamento é voltado apenas para o alívio dos sintomas. Por isso, segundo a Secretaria de Saúde, a vacinação é considerada uma das principais estratégias para reduzir os impactos da doença e proteger a população.
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