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Três pontos importantes sobre trombose venosa profunda

Artigo escrito pelo Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel

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A trombose venosa profunda (TVP) constitui uma doença circulatória importante, que acomete com maior frequência as veias dos membros inferiores. Entretanto, pode ser observada em regiões atípicas, tais como veias renal, porta e retiniana. A formação do coágulo ou do trombo, base fisiopatológica da TVP, decorre de lesões da parede vascular, do estado pró-trombótico ou da estase sanguínea.

Compreendendo sua relevância clínica e seu impacto sobre a população acometida, faz-se necessário esclarecer alguns pontos sobre a TVP.

1 – Quais os segmentos venosos mais acometidos na TVP? Geralmente, a TVP nos membros inferiores se inicia com a obstrução das veias musculares da panturrilha. Dores nas pernas, nestes casos, podem se manifestar com pouca intensidade, muitas vezes sendo pouco valorizadas. Entretanto, com a evolução do quadro, o acometimento do segmento venoso ilíaco – femoral exige atendimento médico imediato, em decorrência do quadro clínico exuberante.

2 – Como é realizado o diagnóstico da TVP? O diagnóstico da TVP fundamenta-se nos sintomas apresentados e na avaliação física. Dores nas pernas, inchaço, dificuldade de locomoção e endurecimento da musculatura da panturrilha são sugestivos de eventos trombóticos. A probabilidade de TVP aumenta se houver histórico de cirurgias recentes, neoplasias em atividade e uso de anticoncepcionais orais e em pacientes acamados. O doppler venoso constitui o exame mais utilizado para o diagnóstico da TVP, devendo ser realizado sempre que houver suspeita clínica moderada ou elevada de trombose. O Dímero D pode ser mensurado com a finalidade de descartar eventos trombóticos agudos.

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3 – O tratamento da TVP exige cirurgia? Na maior parte dos casos, o tratamento da TVP é clínico, com o uso de medicações anticoagulantes. Uma vez que a instabilidade do trombo é maior nos primeiros cinco a sete dias da TVP, é fundamental que o diagnóstico clínico da TVP seja realizado o mais breve possível, permitindo a instituição do tratamento anticoagulante com o intuito de reduzir a instabilidade do conteúdo trombótico, controlar a progressão da TVP para outros segmentos venosos e minimizar o risco de embolia pulmonar.

Procedimentos cirúrgicos, como a trombólise venosa acompanhada de métodos aspirativos, podem ser oferecidos quando o diagnóstico da TVP ocorrer em até 14 dias do início dos sintomas e houver o acometimento do sistema venoso ilíaco – femoral, sem prejuízo dos segmentos venosos distais. Para mais informações, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br.

Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel. Doutor em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especialista nas áreas de Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e coordenador do curso de Medicina da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago). 

 

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