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Pesquisa realizada por empresa referência em informações sobre comércio eletrônico brasileiro aponta que e-commerce faturou R$ 21 bilhões no 1º semestre deste ano

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De um lado, um número cada vez maior de empresas, indústrias e distribuidores migrando para tecnologias online para fazer negócios. De outro, clientes exigentes, procurando melhores condições, atendimento mais ágil e eficiente. Esse é o cenário de um mundo conectado, onde atualmente os negócios online são considerados a bola da vez. Não é à toa que oe-commerce faturou R$ 21 bilhões no primeiro semestre deste ano, crescimento nominal de 7,5% ante o mesmo período do ano passado, quando foram registrados R$19,6 bilhões.

O número de pedidos aumentou 3,9%, de 48,5 milhões para 50,3 milhões, e o tíquete médio registrou expansão de 3,5%, passando de R$403 para R$418. Os dados são do relatório Webshoppers 36, divulgado na quarta-feira, dia 23, pela Ebit, empresa referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

Segundo Pedro Guasti, CEO da Ebit, a economia brasileira deu seus primeiros sinais de reação na primeira metade deste ano, e isso refletiu positivamente no e-commerce. “No primeiro semestre de 2016, no auge da crise política e econômica, o número de pedidos registrou queda pela primeira vez na história, retraindo 1,8%. Nos primeiros seis meses deste ano, além da recuperação do crescimento, o e-commerce ultrapassou pela primeira vez a barreira de 50 milhões de pedidos”, afirmou.

Até os supermercados se renderam ao comércio eletrônico. A plataforma do e-commerce “Site Mercado”, de Rio Preto, se especializou em atender supermercados e oferece atualmente a solução por site ou aplicativo gratuito para mais de 100 cidades, entre elas Rio Preto e Votuporanga, com cerca de 7 mil vendas por mês. “Depois que o pedido é enviado, temos uma equipe responsável em fazer a separação dos produtos na loja física. O pagamento só é feito quando as mercadorias estão com o consumidor. O objetivo é realmente facilitar a vida do nosso cliente”, afirma o empresário Renato Martins, que acompanhou o processo de abertura da venda online no Santa Cruz, primeiro supermercado em Votuporanga a disponibilizar seus produtos online pelo “Site Mercado”. Tanto que Martins, que é vice-presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), foi convidado a participar de um painel da 2ª edição do Apas Next, evento de tecnologia voltado aos supermercadistas e que será realizado na terça-feira, dia 29, em São Paulo. “As pessoas estão em busca de praticidade para render o dia, por isso a ideia ‘de levar’ o supermercado para o local onde ela está. Bastam alguns minutos e a compra já está feita”, diz o vice-presidente da Apas.

Outra observação que o empresário faz é que na internet o produto e/ou serviço do concorrente está a um clique do seu. “Para o consumidor mudar de ideia e comprar em outro e-commerce é uma questão de segundos. Por isso é importante garantir que a experiência de quem entrar em sua loja online seja excelente e ele se torne um cliente fiel”, ressalta.

Para o segundo semestre de 2017, a perspectiva é que as três grandes datas do calendário do varejo – Dia das Crianças, Natal e, principalmente, Black Friday – impulsionem as vendas. Para este semestre, a Ebit espera um crescimento de 12% a 15%. Levando em conta os números deste primeiro semestre e a estimativa para o segundo, a Ebit prevê que o mercado volte a registar expansão de dois dígitos, atualizando para 10% a perspectiva de crescimento do mercado no acumulado do ano.

Digital Commerce

No período de 2012 a 2016, o Digital Commerce apresentou crescimento nominal de 88% com crescimento médio anual de 17%. Nesse mesmo período o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou um recuo de 3,9%, mostrando o dinamismo e potencial de crescimento do comércio eletrônico nacional. Todos os quatro segmentos que incorporam o Digital Commerce apresentaram crescimento no período, com destaque para marketplaces de produtos novos e usados (B2C e C2C) e artesanato, que cresceu 178%, apresentando ganho de participação de mercado de 4,5 pontos percentuais no período.

A crise que se instalou no Brasil nos últimos três anos estimulou a entrada de novos vendedores formais e informais para venda de produtos novos e usados. Paralelamente, neste mesmo período, o consumidor brasileiro procurou alternativas para compras online, quer seja em busca de preços e condições mais atrativos, tanto no caso de artesanato e roupas usadas, quanto na compra de produtos de categorias de nichos que antes eram encontrados somente em lojas físicas especializadas, como peças automotivas, bricolagem, ferramentas, pneus, rodas e componentes eletrônicos.

Um exemplo claro em Rio Preto é a Perin Rodas, que fica na MurchidHomsi, um das avenidas mais movimentadas da cidade. O dono da empresa, Alexandre Perin, de 42 anos, está no ramo de pneus e rodas há pelos menos duas décadas. Ele começou a trabalhar com e-commerce há 10 anos, quando poucas pessoas apostavam no crescimento do comércio eletrônico brasileiro.

“Atualmente, as vendas pela internet chegam a 15% do faturamento da empresa. Não tem como negar que o comércio online é viável para quem quer crescer nos negócios e significativo para qualquer empresa. A venda física ainda é grande, mas a procura pela internet cresce a cada dia”, afirma. Perin diz ainda que já enviou produtos para vários estados brasileiros e já negociou pneus e rodas até para fora do Brasil.

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