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Mirassol é multado em R$ 130 mil pelo STJD por confusão contra o Bahia

Leão é punido por falhas de segurança e uso irregular do telão do Maião, mas é absolvido em acusação que poderia levar a mando de campo perdido

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Rafael Rodrigues/EC Bahia

O Mirassol foi punido pela 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva com multa de R$ 130 mil pelos episódios de confusão registrados após a partida contra o Bahia, disputada em 11 de abril, no estádio José Maria de Campos Maia, o Maião.

Apesar da condenação financeira, o clube evitou punições mais severas, como perda de mando de campo ou jogos com portões fechados, cenário que era tratado como principal preocupação nos bastidores do Leão.

O Mirassol foi denunciado com base em três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). No artigo 213, que trata da responsabilidade do clube em prevenir ou reprimir desordens, a equipe foi absolvida. Já no artigo 211, referente a falhas de segurança e organização da partida, recebeu multa de R$ 50 mil.

A punição mais pesada veio pelo artigo 191, por descumprimento de regulamento, com multa de R$ 80 mil. O enquadramento se deu pela reprodução, no telão do estádio, do lance que originou o segundo gol do Bahia, prática vedada pelas normas da CBF e apontada no julgamento como fator que elevou a tensão entre torcedores e arbitragem.

Após o apito final, a arbitragem precisou permanecer cerca de 35 minutos no gramado aguardando condições de segurança para deixar o campo sob escolta policial, episódio que pesou no julgamento.

“A absolvição no artigo 213 afastou o risco mais grave para o clube, que era perder mando. Mas as multas mostram que o tribunal entendeu haver falhas relevantes na condução do pós-jogo”, avaliam especialistas em direito desportivo ouvidos em análises sobre o caso.

Na mesma sessão, o técnico Rafael Guanaes e o meia Carlos Eduardo, expulsos na partida, foram punidos com um jogo de suspensão e já cumpriram a pena na partida contra o Internacional. Ambos ficam liberados para retornar diante do São Paulo na próxima rodada.

O diretor executivo de futebol, Paulinho, recebeu suspensão de 15 dias. O fisioterapeuta Allan Ferreira Nunes Munhoz da Silva também foi punido com 45 dias de suspensão e multa de R$ 3 mil.

O caso amplia a sequência de atritos envolvendo arbitragem e o Mirassol nesta temporada, tema que já vinha provocando manifestações do clube em jogos anteriores. A decisão do STJD encerra o processo disciplinar em primeira instância, mas mantém alerta para protocolos de segurança e cumprimento de regulamento em partidas no Maião.

 

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