Política
Oposição corre contra o tempo para viabilizar CPI do Sítio na Câmara
Pedido de investigação sobre supostas operações imobiliárias envolvendo o prefeito Fábio Candido já reúne sete assinaturas; mínimo necessário é de oito vereadores
A oposição ao prefeito de Rio Preto, Fábio Candido (PL), intensificou nesta terça-feira (26) a articulação para conseguir a última assinatura necessária para protocolar oficialmente a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sítio na Câmara Municipal. Até o fechamento desta reportagem, o requerimento contava com o apoio de sete vereadores. O prazo termina por volta de 16h30.
A proposta foi apresentada pelo vereador Pedro Roberto (Republicanos) e busca investigar supostas operações imobiliárias envolvendo o prefeito, familiares e pessoas próximas. A oposição sustenta que há necessidade de aprofundar a apuração sobre negociações relacionadas a uma área rural conhecida como “Sítio”.
Além do autor do pedido, assinaram o requerimento os vereadores Renato Pupo (Avante), Alexandre Montenegro (PL), João Paulo Rillo (PT), Abner Tofanelli (PSB), Jean Dornelas (MDB) e, mais recentemente, Odélio Chaves (Podemos), que aderiu ao movimento na tarde desta terça.
Nos bastidores, vereadores da oposição afirmam que o grupo enfrenta resistência para conquistar a oitava assinatura necessária para que a CPI possa ser protocolada e tenha tramitação iniciada no Legislativo. O regimento interno da Câmara exige o apoio mínimo de um terço dos parlamentares para abertura da comissão.
“Nosso objetivo é garantir transparência e esclarecer todos os fatos envolvendo essas operações”, afirmou Pedro Roberto durante as articulações com parlamentares.
A tentativa de instalação da CPI ocorre em meio ao aumento da pressão política sobre o governo municipal. Na semana passada, a base governista já havia barrado dois pedidos de Comissão Processante contra Fábio Candido, em sessão marcada por forte tensão política e embates entre oposição e situação.
Caso a oitava assinatura seja obtida, a CPI terá poderes de investigação dentro do âmbito legislativo, podendo convocar testemunhas, requisitar documentos e produzir relatório final com eventuais encaminhamentos ao Ministério Público.
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