Cidades
IA avança e já permite ‘conversar’ com dados da empresa sem precisar digitar
Executivo do Google Cloud, Guilherme Fighera participou do Rio Preto Tech Summit e apresentou novidades no uso de agentes de IA
Abrir um painel, procurar indicadores, selecionar filtros e interpretar gráficos pode deixar de ser a principal forma de consultar informações dentro das empresas. O avanço dos agentes de inteligência artificial já permite que profissionais simplesmente façam uma pergunta, inclusive por voz, e recebam respostas a partir dos dados da própria organização.
A mudança foi um dos destaques apresentados pelo executivo de negócios do Google Cloud Guilherme Fighera durante o Rio Preto Tech Summit 2026, realizado nesta semana em São José do Rio Preto. Ele participou do evento a convite da ATRA Tecnologia, empresa especializada em inteligência de dados.
“O dashboard tradicional já começa a ficar para trás. O conversacional é o presente e o próximo passo é conseguir conversar diretamente com os dados, inclusive por voz, sem precisar digitar”, afirma Fighera.
Na prática, um profissional pode perguntar, por exemplo, como foram as vendas de determinado produto, qual unidade apresentou queda de desempenho ou onde houve aumento de custos. O agente acessa as informações disponíveis nos sistemas da empresa e apresenta a resposta de forma conversacional.
Segundo Fighera, essa evolução faz parte de uma mudança maior provocada pela chamada IA agêntica. Em vez de apenas responder perguntas ou produzir textos, os agentes podem ser utilizados para automatizar tarefas e acessar diferentes fontes de informação dentro das organizações.
“Estamos falando de agentes aplicados à indústria, ao comércio, ao agronegócio e a diferentes áreas das organizações. O objetivo é automatizar processos, reduzir custos e trazer eficiência operacional”, diz.
Outro desafio é fazer a inteligência artificial acessar informações que estão distribuídas em diferentes ambientes. De acordo com o executivo, mais de 90% das organizações trabalham atualmente com mais de uma nuvem.
“Como quebramos essa barreira e levamos o conhecimento para esses agentes? A ideia é justamente conectar esse mundo conversacional aos dados e às aplicações que as empresas já possuem”, explica.
Fighera também destacou que a criação de agentes está se tornando mais acessível dentro das plataformas corporativas. Soluções que antes exigiam projetos complexos podem ser desenvolvidas de maneira mais rápida para diferentes necessidades das empresas.
“Hoje temos isso embarcado na plataforma. Com poucos cliques, é possível gerar agentes e construir aplicações para conversar com dados corporativos ou automatizar processos de atendimento”, afirma.
Para o executivo, a mudança mais significativa está na maneira como as pessoas vão acessar as informações no ambiente de trabalho. Se antes a análise dependia de relatórios e dashboards e, mais recentemente, passou a aceitar comandos escritos, a tendência agora é tornar essa relação ainda mais natural.
“Imagine ter um agente com quem você simplesmente conversa. Você fala e ele busca a informação nos dados da empresa. É uma forma muito mais rápida de acessar aquilo que precisa, sem precisar digitar.”
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