Política
Prefeito defende civismo no 7 de Setembro e critica evento de Lula
Fábio Candido destacou importância do desfile para aproximar famílias e crianças dos símbolos nacionais e afirmou que campanha eleitoral deve respeitar o processo democrático
Neste ano, o desfile marca os 204 anos da Independência do Brasil. A programação reuniu cerca de 2,5 mil participantes, representantes de aproximadamente 30 instituições da sociedade civil e 15 corporações de segurança. O prefeito fez a revista à tropa às 7h45, antes do início do desfile, marcado para as 8h.
“É a demonstração de amor pela pátria, acima de tudo. É muito gostoso a gente vir aqui cumprimentando as pessoas, ver as famílias na avenida. Isso faz com que as nossas crianças também tenham esse aprendizado a respeito dos símbolos nacionais, do Hino Nacional e da Independência do nosso país”, afirmou.
Para o prefeito, a participação conjunta de instituições civis e militares representa uma demonstração de união. “Aqui nós vamos ter um desfile cívico-militar, portanto, essa união entre as instituições militares e não militares faz com que também o nosso município, o nosso Estado e o nosso país possam caminhar melhor”, disse.
Questionado sobre a presença de candidatos e o período eleitoral, Fábio Candido afirmou que a participação de políticos em eventos públicos faz parte do processo democrático. Segundo ele, candidatos procuram locais com grande circulação de pessoas para apresentar propostas e conversar com eleitores.
“Faz parte do processo democrático. Político, candidato tem que ir onde tem gente. É muito natural que, nesse momento de campanha eleitoral, a gente tenha os candidatos aqui cumprimentando as pessoas, falando a respeito dos seus projetos. Democraticamente, respeitamos muito isso”, declarou.
A presença de candidatos ocorre em um momento de intensificação da campanha para as eleições de outubro.
O prefeito também foi questionado sobre a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Rio Preto, realizada no sábado (5), durante agenda de campanha. O ato ocorreu no Centro da cidade e contou com esquema de segurança e interdições de vias. Segundo informações divulgadas antes do evento, a expectativa era de público de 5 mil a 7 mil pessoas.
Fábio Candido classificou o evento como “bastante fechado” e criticou os impactos provocados pelas interdições na região central. O prefeito afirmou ainda que recebeu reclamações de comerciantes.
“Foi um evento bastante fechado, muito vigiado, com muita segurança. Não trouxe aspectos que a gente vê no que se refere à demonstração de plano de governo”, afirmou.
Segundo o prefeito, o ato teria atraído principalmente pessoas de fora de Rio Preto. “Trouxe alguns problemas para a área central, para o comércio da cidade. Houve uma reclamação muito forte dos comerciantes da área central, que alguns tiveram até que fechar os seus comércios”, disse.
A visita de Lula foi a primeira do presidente a Rio Preto durante o atual mandato. Durante o ato, o petista participou de uma manifestação política no Centro e fez críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e defendeu pautas de seu governo.
Fábio Candido comparou o evento com agendas de políticos de direita realizadas anteriormente na cidade e citou a passagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Por um movimento daqueles que representam, na minha ótica, verdadeiramente a democracia do país, que são os candidatos de direita, a gente não tem esse tipo de problema. São eventos abertos”, afirmou.
O prefeito acrescentou que prefere manter contato direto com a população. “Eu estou aqui andando na avenida, contatando as pessoas, às vezes ouvindo até críticas construtivas ao governo. Penso que esse contato pessoal e permitir que aqueles que queiram criticar possam criticar, e aqueles que queiram estar aliados possam estar aliados”, declarou.
UFSCar
Na entrevista, Fábio Candido também foi questionado sobre a localização do novo campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em Rio Preto. O prefeito sinalizou discordância em relação à área atualmente prevista.
A implantação da UFSCar em Rio Preto vem sendo discutida desde 2024. Inicialmente, a Prefeitura destinou uma área de 150 mil metros quadrados no Parque Tecnológico Karina Bolçone para a universidade.
Posteriormente, Prefeitura e universidade passaram a discutir uma área maior, contígua ao antigo Instituto Penal Agrícola (IPA) e próxima ao Parque Tecnológico. De acordo com a UFSCar, esse novo terreno tem potencial de expansão superior ao espaço originalmente destinado à instituição.
Em maio deste ano, a UFSCar informou que a Prefeitura trabalhava na formalização da doação dessa nova área para a universidade. O prefeito, que inicialmente havia apoiado a implantação do campus, passou a questionar aspectos relacionados à localização e às condições do terreno.
A UFSCar já mantém atividades em Rio Preto e, em março, realizou a aula inaugural do campus, dentro do processo de expansão da universidade para o município.
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