Cidades
Rio Preto integra estudo nacional da vacina contra gripe aviária
Estudo clínico com humanos começa após aprovação da Anvisa; cidade participa por meio da Famerp
Rio Preto vai participar diretamente dos estudos clínicos da vacina brasileira contra a gripe aviária A (H5N8), desenvolvida pelo Instituto Butantan. A cidade foi escolhida como um dos cinco polos do país a conduzir os testes da nova vacina em humanos, por meio do Centro Integrado de Pesquisa da Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto).
A iniciativa é parte dos esforços de preparação contra uma possível pandemia. A vacina, chamada influenza monovalente A (H5N8), recebeu o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o início dos ensaios clínicos em adultos e idosos. O Instituto Butantan, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, pretende recrutar 700 voluntários para testar duas doses da vacina com intervalo de 21 dias.
Além de Rio Preto, as fases 1 e 2 do estudo acontecerão em centros localizados em Recife (PE), São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP) e Belo Horizonte (MG). A presença de Rio Preto entre as cidades selecionadas reforça seu protagonismo nacional na área da pesquisa médica e da saúde pública.
Segundo o Instituto Butantan, os estudos pré-clínicos indicaram segurança e imunogenicidade da vacina — ou seja, ela foi capaz de estimular a produção de anticorpos. O estudo clínico agora irá avaliar diferentes formulações e dosagens, comparadas a um placebo. Um comitê independente acompanhará todas as etapas, com especial atenção à segurança dos voluntários.
O vírus H5N8 é considerado altamente patogênico e tem preocupado autoridades sanitárias por seu potencial de mutação. Até o momento, não há transmissão sustentada entre humanos, mas o vírus já cruzou barreiras interespécies, infectando aves, vacas e algumas pessoas em contato com esses animais. A taxa de letalidade em humanos pode chegar a 50%.
“Com uma plataforma vacinal aprovada, o Instituto Butantan poderá produzir até 30 milhões de doses rapidamente, caso o vírus evolua para uma forma que se espalhe entre humanos”, explicou Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan. A expectativa é concluir o acompanhamento dos voluntários em 2026, com vistas a garantir uma vacina pronta para uso emergencial.
Enquanto isso, o Ministério da Saúde mantém o alerta. Casos em aves foram confirmados em estados como o Rio Grande do Sul, e ações sanitárias estão em andamento.
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