Cidades
RP é uma terra de oportunidades: eles chegaram, se apaixonaram e ficaram
Acolhedora, com localização estratégica e boa estrutura geral, Rio Preto atrai muitos moradores
O que faz as pessoas viverem em determinada cidade? Escolha consciente, falta de opção, tropeços do destino? Enquanto alguns passam a vida em um mesmo lugar, outros vivem com a mala nas costas. O fato é que, muita gente que vive hoje em Rio Preto, nasceu bem longe, mas chegou, se apaixonou e ficou.
A baiana Valquíria Rocha Carvalho veio de Urandi, a 1200 quilômetros. Chegou a Palmares Paulista junto com os pais, há 25 anos, mas faz nove que escolheu Rio Preto.
“Sempre quis ser independente, morar sozinha em uma cidade grande. Escolhi Rio Preto, por ser uma cidade com várias oportunidades e, principalmente, para poder estudar teatro. Fiz várias entrevistas até conseguir um emprego aqui. Quando cheguei apanhei um pouco, porque dividia casa e quarto, e para mim era tudo muito novo. Pegava ônibus errado, passei muitos perrengues. Mas depois de um ano e pouco eu mudei de emprego, conheci muitas pessoas, me adaptei. Só me imagino saindo daqui para um lugar onde tiver natureza próxima,” relata Valquíria.
Outro desafio que enfrentou foi certa frieza das pessoas, porque estava acostumada com o acolhimento na cidade onde morava, mas depois deu tudo certo. Terapeuta holística, Valquíria trabalha com banhos de ervas, reiki, medicinas naturais e a medicina do cacau, que tem toda uma ancestralidade. E o mais interessante é que o cacau usado vem da costa da Bahia, como a Pedra do Sabiá.

Nos fez Família
Ariuce Schiavon Neves veio de São Paulo em 1995, com o marido João Pérsio Neves e os filhos Vinícius e Liury. A cidade foi escolhida de supetão. Pérsio foi transferido para trabalhar na região e a primeira opção era Ribeirão Preto. “Tivemos dificuldade de achar moradia e a empresa tinha pressa. Então o gerente sugeriu Rio Preto. Tínhamos um casal de amigos morando aqui, viemos conhecer a cidade e fomos morar no mesmo condomínio deles”, conta Ariuce.
Como acharam a cidade tranquila, ficaram. “Tinha uma boa estrutura de educação e saúde, que eram coisas que nos preocupavam, porque as crianças estavam estudando. Fui muito bem recebida. Terminei meu segundo grau no colégio Miziara, com 40 anos, onde fiz o supletivo. Depois prestei vestibular. E trabalhei durante 21 anos na paróquia Menino Jesus de Praga.”
Hoje com os filhos criados, o casal que está aposentado decidiu ficar. “As pessoas foram muito acolhedoras. O povo daqui nos abraçou e nos fez família. Nos ajudavam, orientavam, foi muito tranquilo vir viver aqui. O que eu não gostei foi o calor, pensei que não fosse me acostumar, mas acabei acostumando”, conclui ela.

Nossa Casa é Aqui
Talvez você não conheça Hilton César Serafim da Silva, mas logo junta o nome e a pessoa se falarmos Capataz. O cantor sertanejo, que faz dupla com Carreiro, veio para Rio Preto em 2011, por conta da logística profissional.
“Na época estávamos entre Ribeirão Preto, Uberlândia e Rio Preto, e por conta de uns amigos nossos estarem por aqui, e fazermos muitos shows do Circuito Brahma, optamos por Rio Preto, pois além de facilitar a nossa logística, também tinha um clima muito parecido com o da nossa cidade, que era Cuiabá. Somou-se a isso o acolhimento das pessoas. A gente se apaixonou pela cidade e nunca mais voltou para casa. Hoje nossa casa ficou sendo aqui”, afirma Capataz.
Atualmente ele mora em uma chácara, do ladinho de Rio Preto. Carreiro, que é de Santa Fé do Sul, também tem seu endereço fixo aqui.
As Bençãos de São José
A fonoaudióloga e proprietária do Bolo de Rolo da Ná, Elaine Cunha e o jornalista e professor universitário Ivan Feitosa são de Recife. Eles mudaram para São Paulo depois de casados, onde nasceu Pedro Ivan. Então sentiram a necessidade de viver de uma forma mais tranquila e com melhor qualidade de vida. E assim Ivan prestou um concurso, passou e hoje atua na Prefeitura de Rio Preto.
“Chegamos em julho de 2017, conhecemos a cidade e nos apaixonamos. Eu tinha ouvido sobre a dificuldade de pertencimento, mas acredito que cada um faz a sua história e suas relações, e no final dá tudo certo”, destaca Elaine.
Aqui ela empreendeu fazendo o bolo que é patrimônio imaterial do Pernambuco, e assim concilia trabalho e o acompanhamento das atividades do filho.
Estabelecidos, investiram em um imóvel próprio e trazem uma curiosidade que os une, ainda mais, a Rio Preto. “Acredito que nossos caminhos vão se encontrando. Ivan e eu começamos a namorar no dia 19 de março, dia de São José, patrono da família. E aqui voltamos a ter nossos pequenos prazeres em família, que a gigantesca Sampa não permitia. Como não ser grata a esta cidade? No dia 19 celebramos nosso amor, abençoados pelo patrono da cidade que escolhemos”, finaliza Elaine.
-
Cidades1 diaCorpo em decomposição é encontrado em prédio na região de Rio Preto
-
Cidades1 diaPerseguição termina em batida entre moto e viatura do Baep em Rio Preto
-
Cidades7 horasMotorista dorme, causa acidente e mata motociclista em Cedral
-
Cidades1 diaMãe denuncia bullying contra filho de 13 anos em escola de Rio Preto
