Esportes
São Paulo e Flamengo decidem título da Copa do Brasil neste domingo
Final terá campanha de combate ao racismo
Chegou a hora de conhecer o campeão da edição 2023 da Copa do Brasil. Para isso, São Paulo e Flamengo medem forças, a partir das 16h (horário de Brasília) deste domingo (24) no estádio do Morumbi.
Na partida de ida o Tricolor Paulista foi melhor e venceu o jogo por 1 a 0, em pleno estádio do Maracanã. Assim, agora joga pelo empate para ser campeão, o que seria algo inédito para o clube, pois a Copa do Brasil é o único título que ainda falta na sala de troféus do São Paulo.
O Soberano vem motivado para o jogo de volta da final, após vitória fora de casa na partida de ida, com gol do centroavante argentino Jonathan Calleri. O clube vive a expectativa do título inédito, tanto que entrou com os reservas na última quarta-feira (20) diante do Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro, o que culminou na derrota da equipe paulista por 2 a 1. O Tricolor não esconde que o foco de suas atenções é realmente a final da competição de mata-mata, e com a derrota agora ocupa a 13ª posição na tabela do Brasileirão.
O técnico Dorival Júnior tem a possibilidade de ser tricampeão da competição, já que a conquistou em 2010 com o Santos e no ano passado com o Flamengo. Além disso, os jogadores estão fechados e compenetrados para entregar o título que falta ao clube, e consequentemente escreverem seu nome na história da tão tradicional equipe paulista.
“O São Paulo é um dos clubes mais vitoriosos do futebol brasileiro, mas falta a Copa do Brasil, então não deixa de ser um ingrediente que motiva muito. O técnico Dorival Júnior, que saiu inexplicavelmente do Flamengo, reconstruiu o São Paulo, que hoje é novamente um time respeitado”, avalia o comentarista da TV Brasil Rodrigo Campos.
Já o Flamengo vive uma crise sem precedentes. Com o incidente envolvendo o vice-presidente Marcos Braz e um torcedor nesta semana decisiva, além de outros desentendimentos entre membros do elenco nos últimos meses, o Rubro-Negro da Gávea vive um dos anos mais conturbados de sua história no que diz respeito à expectativa versus realidade.
Dentro de campo as coisas também não vão bem. Nos últimos cinco jogos o Flamengo marcou apenas dois gols, e assim caiu na classificação do Brasileirão, onde atualmente ocupa a 7ª colocação. Com isso, o técnico argentino Jorge Sampaoli balança no cargo, principalmente em caso de não vencer a Copa do Brasil neste domingo.
Para o comentarista da Rádio Nacional Waldir Luiz o Flamengo tem uma missão dificílima pela frente: “O Flamengo perdeu todos os títulos do ano, só resta a Copa do Brasil. Acho uma missão difícil, mas não impossível. O Flamengo tem um bom time, porém taticamente desarrumado. Taticamente o São Paulo é muito superior. Além da motivação de ter vencido a primeira partida, joga agora em casa. Penso que o São Paulo tem mais possibilidades de conquistar esse título”.
O Flamengo pode ter os retornos do meia Arrascaeta e do atacante Luiz Araujo. Além disso, a equipe carioca terá que quebrar um tabu para quebrar se quiser ser campeão: nunca na história da Copa do Brasil o time que venceu o primeiro jogo como visitante perdeu o título em casa.
Racismo não
Antes da bola rolar na final da Copa do Brasil neste domingo, os torcedores presentes no Morumbi e os que vão acompanhar o jogo pela televisão terão sua atenção voltada para uma campanha para enfrentar o racismo nos campos de futebol. Batizada de Com Racismo Não Tem Jogo, a ação divulgará canal de denúncias para enfrentamento ao racismo no cenário esportivo.
A ação contará com as presenças dos ministros Silvio Almeida (Direitos Humanos e da Cidadania), Anielle Franco (Igualdade Racial) e André Fufuca (Esporte). Na ocasião, haverá a exibição de um balão inflável do Disque 100 – Disque Direitos Humanos, canal pelo qual a população pode fazer denúncias contra a violação de direitos humanos, dentre elas o racismo durante as partidas de futebol.
No centro do gramado do Morumbi, os ministros também entregarão camisetas aos jogadores com mensagem contra o racismo. A campanha faz parte das ações do governo federal para combater o racismo.
“O governo federal está empenhado em promover ações para coibir e reprimir atos de intolerância, discriminação e preconceito racial em arenas esportivas tanto no Brasil quanto no exterior”, disse o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania em nota.
A pasta lembra ainda os episódios de racismo, na Espanha, envolvendo o jogador Vinicius Jr., atacante do Real Madri e convocado para a seleção brasileira. Em maio, Vinicius Jr. foi alvo, mais uma vez, de racismo, durante uma partida do seu time contra o Valencia.
No episódio, torcedores do Valencia chamaram Vinicius de macaco desde a chegada do ônibus no estádio. O comportamento foi repetido ao longo do jogo, fazendo com que a partida fosse interrompida quando o atacante apontou torcedores imitando sons e fazendo gestos de macacos.
Em resposta, o Itamaraty, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e o Ministério da Igualdade Racial, em conjunto com outras Pastas, divulgaram uma nota convocando as autoridades governamentais e esportivas da Espanha a tomarem providências para punir os autores dos atos e evitar repetições. (Com informações da Agência Brasil)



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