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Terremoto de magnitude 8,8 gera alertas de tsunami no Pacífico

Mais de 1,9 milhão de pessoas são orientadas a deixar áreas costeiras no Japão; ondas de até 3 metros são esperadas

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FE/EPA/LEVANTAMENTO GEOFÍSICO DA ACADEMIA RUSSA DE CIÊNCIAS

Um terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter sacudiu a Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, nesta quarta-feira (30/7), provocando uma ampla reação em países banhados pelo Oceano Pacífico. O tremor, considerado o mais forte na região desde 1952, gerou alertas de tsunami no Japão e em áreas da Rússia, segundo órgãos meteorológicos e geológicos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o abalo sísmico foi superficial, com epicentro a 19,3 quilômetros de profundidade, o que aumenta seu potencial destrutivo. O Centro de Alerta de Tsunami dos EUA emitiu um aviso de “ondas perigosas” para as próximas horas ao longo de algumas áreas costeiras do Pacífico Norte.

No Japão, a resposta foi imediata. Autoridades emitiram alertas de retirada em massa: mais de 1,9 milhão de pessoas foram orientadas a evacuar áreas de risco em 21 prefeituras. Na cidade costeira de Urakawa, localizada na ilha de Hokkaido — a mais próxima da região afetada — cerca de 10 mil moradores receberam a ordem de evacuação mais severa, de nível 5, que indica que um desastre já está em curso e exige ação imediata para salvar vidas.

Imagens compartilhadas por agências internacionais mostram a mobilização de milhares de pessoas em busca de abrigos seguros, como centros cívicos, escolas e hospitais construídos em áreas elevadas. Em algumas regiões, os moradores foram levados para estações de trem adaptadas como centros de emergência.

Ondas de tsunami já começaram a ser registradas ao longo da costa japonesa: 1,3 metro em Kuji, na prefeitura de Iwate; 80 centímetros na península de Nemuro, em Hokkaido; e 30 centímetros no porto de Yokohama, ao sul de Tóquio. A expectativa é que ondas maiores, de até 3 metros, possam atingir o litoral japonês nas próximas horas.

Kamchatka, conhecida por sua intensa atividade vulcânica, é uma das áreas sísmicas mais instáveis do planeta. Segundo o Serviço Geofísico Unificado da Rússia, este foi o sexto terremoto mais forte registrado no mundo desde 1900.

Equipes de resgate e monitoramento seguem em alerta. Até o momento, não há confirmação de vítimas fatais, mas os danos materiais em Kamchatka e em outras regiões ainda estão sendo avaliados.

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