Redes Sociais

Mundo

Zuckerberg nega desenvolver redes sociais para viciar jovens em telas

CEO da Meta depõe em julgamento nos EUA sobre impacto do Instagram na saúde mental de adolescentes

Publicado há

em

Reprodução/ Jill Connelly/ Getty Images
Ads

O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou em tribunal nesta quarta-feira (18/2) que a empresa não desenvolve suas plataformas para viciar jovens nem permite usuários menores de 13 anos. O depoimento ocorreu durante um julgamento nos Estados Unidos que discute possíveis danos causados por redes sociais à saúde mental de adolescentes.

O processo envolve uma mulher que afirma ter desenvolvido depressão após usar Instagram e YouTube ainda criança. Segundo a acusação, as empresas teriam buscado engajar menores de idade apesar de conhecerem riscos associados ao uso excessivo. Meta e Google negam as acusações e dizem investir em mecanismos de segurança.

Durante o interrogatório, advogados apresentaram documentos internos que sugerem interesse estratégico no público jovem e metas relacionadas ao aumento do tempo de uso dos aplicativos. Zuckerberg respondeu que essas interpretações distorcem o contexto e afirmou que a empresa revisou suas estratégias ao longo dos anos.

O julgamento é visto como um caso de referência em meio a uma série de ações judiciais nos EUA que questionam o papel das redes sociais na saúde mental de jovens. Especialistas apontam que a decisão pode influenciar processos semelhantes contra grandes empresas de tecnologia.

AS MAIS LIDAS