Saúde
745 rio-pretenses com insuficiência cardíaca foram atendidos no SUS em 2022
Médico do IMC dá 10 dicas para evitar uma das maiores causadoras de morte prematura no mundo
Somente no ano passado, 745 rio-pretenses foram atendimentos com insuficiência cardíaca na rede pública de saúde, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
O dia 9 de julho é reservado ao Alerta Nacional Contra a Insuficiência Cardíaca, também conhecida como IC, que é uma das maiores causadoras de morte prematura em todo mundo. Este Dia tem por objetivo alertar a população sobre os sinais, sintomas e fatores de risco associados a este mal ao coração.
No Brasil, cerca de dois milhões de pessoas já foram diagnosticadas com IC, segundo o “Estatuto do Paciente com Insuficiência Cardíaca e Cuidadores”, organizado pelo Global Heart Hub, com a participação do Instituto Lado a Lado pela Vida na elaboração da versão brasileira.
Cerca de 240 mil novos casos são registrados, a cada ano, no país e, entre 2008 e 2018, foram mais de 250 mil mortes causadas pela IC.
“O número de casos vem aumentando no país por conta do envelhecimento populacional e dos fatores de riscos, tais como a obesidade, pressão alta e diabetes, o que pode levar à dificuldade em exercer atividades físicas habituais e à perda da qualidade de vida”, afirma o cardiologista Luciano Miola, diretor técnico do Instituto de Moléstias Cardiovasculares – IMC, de Rio Preto, um dos principais centros de referência em cardiologia na região Noroeste do Estado.
O médico do IMC explica que a insuficiência cardíaca é uma doença em que o coração não consegue mais bombear sangue suficiente para o corpo, comprometendo as funções e necessidades do organismo.
Há dois tipos:
• insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER): acontece quando o músculo cardíaco não consegue bombear ou ejetar o sangue para fora do coração adequadamente;
• insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP): o coração mantém a força de bombear o sangue, porém seu funcionamento é comprometido por outros fatores como, por exemplo, hipertensão, arritmias, envelhecimento, diabetes, doença coronariana, obesidade e doença renal crônica.
Segundo Dr. Luciano Miola, as principais causas dessa enfermidade são decorrentes de outros problemas que atingem direta ou indiretamente o coração, como pressão arterial não tratada ou descontrolada, sequelas de infarto do miocárdio, alterações nas válvulas cardíacas e doenças virais do músculo do coração.
Há como estar atento aos sinais da insuficiência cardíaca e buscar o tratamento médico, salienta o cardiologista. Entre os principais sintomas da doença, o médico cita falta de ar, fadiga, inchaço nas pernas, tornozelos ou pés, tosse seca, ganho de súbito peso e ganho de peso em curto espaço de tempo.
Ao constatar os sinais, Dr. Luciano Miola orienta que a pessoa deve procurar o cardiologista que, durante a consulta, irá conversar detalhadamente para traçar o perfil clínico e histórico de vida. No IMC, um dos centros cardiológicos referências na região, a equipe médica dispõe de toda a infraestrutura para complementar a avaliação clínica do paciente, como eletrocardiograma (ECG), ecocardiograma, raios-X do tórax, exames laboratoriais e ergoespirometria (teste de esforço na esteira). Os médicos também podem contar com o auxílio de exames de imagem, como ressonância magnética cardíaca (RM) e tomografia computorizada multicorte (TAC multicorte), realizados pela Austa Medicina Diagnóstica.
Se necessários exames diagnósticos mais complexos para avaliar o coração, vasos, artérias e os órgãos do corpo humano, cateterismo cardíaco e angiografia são alguns dos procedimentos realizados no IMC por cardiologistas intervencionistas e hemodinamicistas.
No entanto, o médico explica que o melhor sempre é adotar atitudes e hábitos preventivos para evitar ser surpreendido por uma insuficiência cardíaca.
Veja as 10 dicas abaixo:
1. fazer check up anualmente, principalmente, as pessoas que estão no grupo de risco, como diabéticos, hipertensos, tabagistas, mulheres pós-menopausa, colesterol elevado;
2. adote uma alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes;
3. pratique atividades físicas: uma caminhada diária de pelo menos 30 minutos ajuda a prevenir diversas doenças cardíacas e a obesidade;
4. evite bebidas alcoólicas;
5. não fume; o cigarro é fator de risco significativo para acidentes cerebrais vasculares e ataques cardíacos mortais;
6. meça a pressão pelo menos uma vez por ano;
7. evite o estresse; o cansaço mental, que muitas vezes está relacionado ao excesso de trabalho e à correria do dia a dia, pode ser um sintoma da doença; aproveite o tempo com a família e amigos;
8. mantenha o peso ideal, evite a obesidade;
9. dê preferência às frutas, em vez de beber sucos;
10. realize avaliações cardiológicas periodicamente e siga as orientações do médico ou profissional da saúde.
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