Saúde
‘Rio Preto estava em epidemia de dengue desde dezembro’, afirma secretário
Secretário de Saúde apresentou os dados da dengue no município em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (21/3), e detalhou todas as ações já feitas pela Prefeitura neste ano
O secretário de Saúde de Rio Preto, Dr. Rubem Bottas, afirmou em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (21/3), que o município já enfrentava uma epidemia de dengue desde dezembro do ano passado, e que durante o período de transição do governo Edinho Araújo (MDB) para o governo do atual prefeito Coronel Fábio Cândido (PL), solicitou que fosse anunciado o decreto de emergência, mas teve o pedido negado.
A apresentação foi feita em conjunto com a gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Andréia Negri Reis.
“Eu vejo algumas pessoas criticarem a Secretaria de Saúde ou o governo, mas lá atrás já se sabia da epidemia de dengue. O Ministério da Saúde tem dados, ja era previsto que seria tão grave. No meu entendimento, as ações (de combate) foram atrasadas e por isso Rio Preto passou por períodos tão ruins”, afirmou Bottas.
No mês de dezembro de 2024, a cidade alcançou o número de notificações pela doença 10 vezes mais do que qualquer outro período em sua história. Os casos confirmados de dengue aumentaram 200% em relação ao ano anterior. No ano passado, a Secretaria de Saúde contabilizou 56.276 notificações, sendo 38.865 confirmados.
O decreto de emergência pública por conta da epidemia de dengue foi assinado pelo atual prefeito no dia 3 de janeiro de 2025.
Os dados apresentados pela pasta nesta sexta-feira mostram que janeiro deste ano foi o mês de pico da doença no município, com 23.159 casos confirmados. “Ficamos felizes porque foi previsto que o pior seria agora, no mês de março”, explicou o secretário.
De janeiro para fevereiro, os números caíram de 23,1 mil para 16.200 casos. Em março são 6.636 casos, por enquanto.
“Isso mostra queda expressiva nos números. Quando falo em queda, quero falar de ações porque, mais uma vez, contra números não há argumentos. Os dados mostram a forma séria que a Secretaria fez; montamos um plano de ações embasado em dados técnicos e científicos, que foram elogiados pelo secretário de Saúde do Estado de SP, Dr. Eleuses Paiva”, disse.
O secretário municipal de Saúde ainda ressaltou que janeiro foi o mês com mais confirmações de óbitos.
“Quando nós pegamos a Prefeitura como estava, os protocolos de dengue precisaram ser refeitos. Claro, foi uma epidemia atípica caracterizada por um vírus mais agressivo, isso é verdade. Mas na maior parte das vezes, as mortes são evitáveis com o tratamento adequado”.
“A maior parte desses óbitos são pessoas com comorbidades e doenças crônicas”, ressaltou Bottas.
O boletim epidemiológico apresentado hoje mostra que entre as vítimas está uma jovem da faixa etária de 15 a 20 anos, sem comorbidades. De acordo com a pasta, a paciente apresentou os primeiros sintomas em fevereiro e perdeu a vida no mesmo mês. Rio Preto soma 25 óbitos por dengue.
A pasta também mostrou queda no número de atendimentos na Atenção Básica e Telemedicina.
Os números caíram de 52.012 em janeiro para 46.012 em fevereiro, apresentando redução de 11,54% nos atendimentos. Em março, os dados são de 10.474 atendimentos; redução de 77,24%.
Centro de Hidratação
Na Upa Jaguaré, de 25 de dezembro do ano passado até o dia 19 de fevereiro de 2025, foram registrados 1.997 atendimentos, uma média de 32 pacientes por dia, e 30 leitos. No Complexo Swift, a partir do dia 20 de fevereiro foram contabilizados até o dia 20 de março, 3.628 atendimentos. A média é de 125 pacientes por dia, e 100 leitos.
Visitas
De 4 de janeiro a 20 de fevereiro foram somadas 21.562 visitas em imóveis, onde 11.626 foram trabalhados. Essa ação foi feita nos bairros com maior número de incidência.
Foram 10 ciclos de nebulização veícular em 29 áreas do município.
Leitos
Foram ampliados 87 leitos hospitalares, sendo 45 no Hospital de Base; 10 no HCM; 10 na Santa Casa; 14 no Hospital Municipal e 8 no Hospital João Paulo II.
Rio Preto também contou com o apoio do Ministério da Saúde no combate a dengue. Foram instaladas 3.173 EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicidas). A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) também esteve na cidade participando das ações de combate, com ampliação de 100 leitos de hidratação.
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